Pelo menos 35% dos corais da Grande Barreira na Austrália estão moribundos

Pelo menos 35% dos corais das regiões norte e centro da Grande Barreira na Austrália estão mortos ou prestes a morrer devido ao fenómeno do branqueamento ou descoloração dos recifes, anunciaram hoje cientistas. 

 

 

A conclusão é fruto de meses de análises aéreas e subaquáticas, após o maior branqueamento registado da história se ter tornado evidente em março, com o aquecimento das águas.

 

Terry Hughes, diretor do ARC Centro de Excelência de Estudos sobre Recife de Coral na Universidade James Cook, explicou que o aquecimento global está a destruir o local classificado como Património da Humanidade.

 

"Descobrimos que, em média, 35% dos corais estão mortos ou a morrer em 84 recifes que analisámos ao longo das secções norte e centro da Grande Barreira de Coral, entre Townsville e Papua Nova Guiné", disse, em comunicado.

 

"Esta é a terceira vez em 18 anos que a Grande Barreira de Coral experienciou branqueamento massivo devido ao aquecimento global, e o que se passa agora é muito mais extremo do que o que medimos anteriormente", explicou.

 

Foi necessário pelo menos uma década para a recuperação da cobertura dos corais, "mas vai demorar muito mais para recuperar os corais maiores e mais antigos que morreram", indica o comunicado conjunto de três universidades.

 

Os investigadores da Universidade James Cook já tinha indicado, em abril, que 93% da área de 2.300 quilómetros -- o maior ecossistema de corais do mundo -- foi afetada pelo fenómeno do branqueamento.

 

Esta descoloração ocorre em condições ambientais anormais, como aumento da temperatura da água do mar, fazendo os corais expelir pequenas algas fotossintéticas, retirando a sua cor.

 

com Lusa

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