Corte de árvores em Díli não é política do Governo e deve-se a obras

O primeiro-ministro Rui Maria de Araújo disse hoje que o corte de árvores nas últimas semanas em Díli, algumas com várias décadas, é uma questão "prática" relacionada com obras em curso na cidade e não política do Governo.


Foto: @teodolindareishornay

 

"Essa questão tem a ver com o alargamento das obras, construção de estradas, passeios e escoamento de águas. Nos cadernos de encargos não podemos dizer que se pode ou não se pode cortar esta ou aquela árvore", afirmou Rui Maria de Araújo.

 

"Isto não é uma questão de política, mas de implementação das obras. Estamos constantemente a fazer lembrar ao Ministério das Obras Públicas que é importante falar com os construtores e operadores para respeitarem o ambiente. Continuaremos a fazer isto", acrescentou, em declarações à Lusa à margem de uma conferência em Díli. Rui Araújo admitiu que por questões práticas "é difícil" conseguir sempre exigir que não se cortem árvores.

 

"Nesta fase é difícil. Não é política do Governo cortar árvores, mas não é sempre possível exigir que não se cortem. É uma questão prática que estamos a tentar resolver", explicou.

 

Nas últimas semanas têm-se multiplicando nas redes sociais fotos com denúncias de cortes de árvores em várias ruas da cidade, afetando alguns das árvores mais antigas da capital de Timor-Leste.

 

A maior parte das árvores são cortadas em passeios onde estão a ser construídos novos canais de escoamento de águas.

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horadoplaneta às 08:13 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos