Timor-Leste pretende ter até 2030 metade da produção elétrica oriunda de renováveis

Timor Leste pretende, até 2030, que 50% de sua produção elétrica seja oriunda de fontes renováveis, especialmente a solar, disse ontem à Lusa o diretor geral da Eletricidade do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicação timorense.


Foto:joalarcao

 

"A meta para 2030 é chegar a 50% de renováveis. Este é um plano ambicioso e queremos fazer a conversão das termoelétricas de diesel para gás. Esperemos que, em 2017, possamos discutir internamente com o novo Governo em Timor-Leste", afirmou Virgílio Fátima Guterres, que está na Cimeira do Clima (COP 22), em Marraquexe.

 

Timor-Leste tem uma matriz elétrica movida a centrais termoelétricas a diesel. São duas centrais de 250 megawatts.

 

"É uma energia fóssil e o custo é muito alto em termos de manutenção e operação. As termoelétricas a diesel representam 99% da geração de eletricidade", disse.

 

Atualmente, é o Estado que está a arcar com a transição energética e a implantação das renováveis. Mas no futuro, Virgílio Guterres disse que a ideia é abrir para o mercado privado.

 

"Hoje a geração elétrica está nas mãos do Estado, mas a participação do setor privado será muito importante", disse.

 

Segundo o diretor geral da Eletricidade, a potencialidade para as renováveis em Timor-Leste é de 452 megawatts incluindo as fontes hídricas, solar, eólica e biomassa.

 

Timor-Leste deve apostar primeiro na solar como a principal das renováveis. O país tem apenas uma pequena central hidroelétrica de 322 kilowatts e ainda não desenvolveu a eólica.

 

Virgílio Guterres destacou que a cooperação técnica será imprescindível para Timor-Leste conseguir avançar no seu plano estratégico de desenvolvimento nacional até 2030.

 

"Cooperação técnica é muito importante neste momento. Precisamos de técnicos qualificados. No futuro, Portugal poderá cooperar com Timor-Leste em termos técnicos", estimou o responsável.

 

A cobertura elétrica do país chega a 84% dos lares timorenses que já têm acesso às formas modernas de eletricidade. Entre esses, 11% dos lares são iluminados por fontes oriundas de renováveis.

 

Ontem, o Ministro do Comércio, Indústria e Ambiente timorense, Constâncio da Conceição Pinto, reuniu-se à margem da COP22 com o ministro do Ambiente de Portugal, João Pedro Matos Fernandes.

 

Timor-Leste pretende obter recursos do Fundo Verde do Clima para tentar financiar os seus projetos de transição elétrica. Por fazer parte do grupo de países menos desenvolvidos, Timor-Leste pode ter mais facilidades em obter financiamento.

 

A 22.ª Conferência Quadro das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP 22) continuará em Marraquexe até sexta-feira.

 

@Lusa

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