Trump vai formalizar saída dos EUA do acordo de Paris sobre alterações climáticas

O Presidente dos EUA, Donald Trump, vai formalizar a saída do país do acordo de Paris sobre alterações climáticas e está a estudar como concretizar a decisão, anunciou hoje a Casa Branca. 

 

 

Um responsável da Casa Branca disse que Trump pode “usar ressalvas na linguagem” que vai usar para anunciar essa saída – deixando aberta a possibilidade de a decisão não ser final.

 

Citada pela Associated Press, a mesma fonte pediu para não ser identificada, de forma a analisar a decisão antes do seu anúncio oficial.

 

A decisão do presidente dos Estados Unidos foi já avançada pela cadeia de televisão Fox e pelo portal de notícia Axios.

 

Ambos os meios, que citam fontes anónimas, mas próximas de Trump, não detalham quando o Presidente irá fazer o anúncio oficial.

 

Trump tinha ele próprio antecipado que tomaria dentro de dias a decisão "final" sobre se os Estados Unidos devem continuar a fazer parte do Acordo de Paris, numa mensagem que colocou na rede social Twitter enquanto participava na cimeira de líderes do G7 na cidade italiana de Taormina (Sicília), no final da semana passada.

 

Durante a campanha eleitoral, Trump criticou o Acordo de Paris e questionou as mudanças climáticas, um fenómeno que descreveu como "invenção" dos chineses, e já como Presidente decidiu iniciar um processo para verificar se os EUA deviam continuar como parte daquele o acordo.

 

Apesar da pressão do Presidente francês, Emmanuel Macron, e da chanceler alemã, Angela Merkel, a declaração final da cimeira do G7 reconheceu que os Estados Unidos "não estão em condições de chegar a um consenso" sobre a luta contra as alterações climáticas.

 

Nessa declaração, os membros do G7, exceto os EUA, reiteraram o compromisso em aplicar "rapidamente" o acordo de Paris, adotado em dezembro de 2015 por 195 países.

 

No final da reunião, a chanceler alemão criticou a posição de Washington dizendo: "Aqui está uma situação em que somos seis, sete se incluirmos a União Europeia, contra um (…) Isto significa que não há sinal até agora de que os Estados Unidos continuem ou não no acordo de Paris”.

 

com Lusa

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