2017 foi o terceiro ano mais quente desde que há registos na Austrália

2017 foi o terceiro ano mais quente na Austrália desde que há registos, com uma temperatura média de 0,95 graus centígrados acima da média que foi registada entre 1961 e 1990, foi hoje revelado. 

 

Nascer do sol em Sydney. Foto@ Dean LEwins/Australia & New Zealand Out/EPA

 

No seu relatório anual, o Departamento de Meteorologia da Austrália (BOM, na sigla em inglês) explicou que tal sucedeu mesmo apesar da ausência do El Niño, o fenómeno meteorológico associado ao aumento das temperaturas, e do dipolo do Oceano Índico, que também se manteve neutro durante o ano passado.

 

O organismo indicou que o aquecimento associado às alterações climáticas provocado pela atividade humana se regista desde a década de 1950, observando que a temperatura na Austrália aumentou 1,1 graus centígrados desde o ano de 2010.

 

“Sete dos dez anos mais quentes na Austrália ocorreram desde 2005”, sendo que “a Austrália experimentou apenas um ano mais frio do que a média anual da última década”, afirmou o diretor da unidade de controlo do BOM, Karl Braganza, em comunicado.

 

Além disso, segundo o Departamento de Meteorologia da Austrália, a temperatura máxima no ano passado foi a segunda mais alta desde que o organismo iniciou o seu registo em 1910, com a marca de 48,2 graus centígrados a ser alcançada em 09 de fevereiro, em Tarcoola, no estado da Austrália do Sul.

 

Já a noite mais fria verificou-se em 16 de julho na localidade de Perisher Valley, no estado de Nova Gales do Sul, com 12,1 graus negativos.

 

Segundo o BOM, o dia mais chuvoso foi 30 de março, com a pluviosidade em Mt. Jukes, no estado de Queensland, a registar 635,0 milímetros. Já dois dias antes, no aeroporto da ilha Hamilton, também em Queensland, os ventos atingiram a marca de 263 quilómetros por hora.

 

O BOM também revelou que em 2017 a água do mar em torno da Austrália alcançou a nona temperatura mais elevada, confirmando que a Grande Barreira de Coral, no noroeste australiano, sofreu dois anos consecutivos do fenómeno de branqueamento dos corais.

 

Trata-se do primeiro incidente de branqueamento de corais consecutivo registado na Grande Barreira de Coral.

 

“As altas temperaturas prolongadas na Grande Barreira de Coral durante o verão [austral] e o início do outono provocaram um branqueamento em massa dos corais em março”, afirmou Karl Braganza.

 

A Grande Barreira de Coral, classificada pela UNESCO como Património da Humanidade em 1981, com 2.500 recifes individuais que albergam corais únicos, 1.500 espécies de peixe e milhares de tipos de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aquecimento da água do mar e do aumento do grau de acidez por causa de uma presença maior de dióxido de carbono na atmosfera.

 

Lusa

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