Segunda-feira, 07.11.16

Konferénsia ONU nian hahú ona hodi "avansa ba asaun klimátiku"

Konferénsia ONU nian ba dala 22 kona-ba alterasaun klimátiku (COP22) hahú ona, halibur ema rihun 20 resin, iha Maroko, hodi konkretiza kompromisu sira ne'ebé asumi ona iha Akordu Paris nian, hasoru akesimentu global. 

 

Bandeira sira hosi nasaun sira ne'ebé partisipa iha Konferénsia ONU nian (COP22) iha Marrakesh, Maroko. Foto@ Mohamed Messara / EPA


"Marrakesh hanesan momentu ida hodi avansa ba asaun klimátiku", hatete hosi responsável ba Klima iha ONU, Patricia Espinosa, bainhira loke konferénsia, hodi apela ba nasaun sira hodi foti lalais medida sira.

 

Konferénsia ba dala 22 hanesan oportunidade ida "hodi inventa mundu futuru ida no konsege justisa klimátiku ida2, deklara ona hosi Ségolène Royal, ministra Ambiente Fransa nian no prezidente hosi simeira ne'ebé apoia Akordu Paris nian, iha tinan liubá, ne'ebé asina hosi Estadu hamutuk 192 no ratifika tiha ona hosi nasaun atus resin.

 

"Ha'u halo apelu ida ba nasaun sira ne'ebé seidauk ratifika [Akordu Paris nian] hodi halo ratifikasaun to'o tinan ne'e nia rohan", nia insisti.

 

Xefe diplomasia marokinu nian, Salaheddine Mezouar, ne'ebé prezidi COP22, apela ona ba mundu hodi "mantén espíritu" Paris nian, ne'ebé signifika ona "mobilizasaun ida ne'ebé nunka akontese", ne'ebé hatudu iha akordu ne'ebé adopta iha tinan 2015 nia rohan.

 

"Buat ne'ebé maka tenki trata la'ós de'it alterasaun klimátiku maibé kestaun ida sivilizasaun nian no dezenvolvimentu ekonómiku", nia hatutan hodi apela ba nasaun sira atu "iha liu ambisaun".

 

Ministru marokinu subliña mós "responsabilidade koletivu" hodi hatán ba nesesidade sira hosi nasaun sira ne'ebé fraku, hodi konfirma deklarasaun sira hosi ministra franseza, ne'ebé fó hanoin katak "Áfrika hanesan kontinente ida ne'ebé terus liu ho alterasaun klimátiku sira ne'ebé mosu la'ós hosi sira nia responsabilidade".

 

Negosiadór sira iha asuntu oioin hodi konkorda, hodi hala'o paktu ne'e, liuliu ba definisaun hosi regra sira transparénsia nian, aprezentasaun hosi estratéjia nasional sira to'o tinan 2050 no tulun finanseiru ba nasaun sira ne'ebé iha dezenvolvimentu.

 

Regra sira transparénsia nian iha relasaun ho informasaun sira ne'ebé nasaun sira tenki fó kona-ba esforsu sira hodi fó limiti ba sira nia emisaun no progresu sira iha tulun finanseiru públiku sira.

 

Hamutuk ho transparénsia maka'as, akordu hakarak haree ba reforsu ida hosi planu asaun nian hosi nasaun ida-idak, hodi limita akesimentu global ba +2°C aas liu hosi nível pré-industria sira nian.

 

Aleinde objetivu sira hodi limita akesimentu ba +2ºC, Akordu Paris nian hakarak atu nasaun sira hala'o "esforsu tomak ne'ebé presiza" hodi labele ultrapasa 1,5 grau Celsius, evita nune'e "impaktu sira ne'ebé aat liu hosi alterasaun klimátiku sira nian".

 

Maibé, kompromisu atual sira halo planeta iha trajetóriu ida liu +3°C, ka to'o duni 3,4°C, haktuir hosi relatóriu ida ONU nian ne'ebé fó sai foin lalais ne'e.

 

Hodi bele mantén akesimentu ki'ik liu hosi +2ºC, emisaun sira gás ho efeitu estufa tenki para aumenta no hafoin ne'e tenki hamenus entre 40 no 70 %, entre tinan 2010 no 2050, haktuir hosi espesialista sira.

 

Antes, paralizasaun hodi hamenus emisaun gás sira ho efeitu estufa implika opsaun klean ida hosi enerjia verde sira no husik kombustivel fossil sira (petróleu, karvaun no gás).

 

Presiza investimentu sira barak hodi halo área habitasaun sira, transporte sira no indústria sira ladún depende ba enerjia, nune'e mós hanesan ho polítika foun sira agríkola nian no hahán nian.

 

Ne'e signifika katak nasaun sira tenki halo liu buat barak duké kompromisu sira ne'ebé sira asumi iha Akordu Paris nian.

 

Tema finansiamentu nian sei tama mós iha debate, hanesan mós ho ajuda públiku ba nasaun sira iha dezenvolvimentu ho folin dolar biliaun 100, ne'ebé promete to'o tinan 2020, hanesan objetivu hodi halo "matak liután" finansa mundial sira nian.

 

ho Lusa

horadoplaneta às 15:49 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Conferência das Nações Unidas já começou para "avançar a ação climática"

A 22.ª conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas (COP22) já começou, reunindo perto de 20 mil pessoas, em Marrocos, para concretizar os compromissos assumidos no Acordo de Paris, contra o aquecimento global. 

 

 

As bandeiras dos países participantes da Conferência das Nações Unidas (COP22) em Marraquexe (Marrocos). Foto@ Mohamed Messara / EPA

 

"Marraquexe é o momento de fazer avançar a ação climática", exortou a responsável pelo Clima nas Nações Unidas, Patricia Espinosa, na sessão de abertura da conferência, apelando aos países que acelerem as medidas a tomar.

 

A 22.ª conferência é uma oportunidade “para inventar um mundo futuro e conseguir uma justiça climática", declarou Ségolène Royal, ministra do Ambiente francesa e presidente da cimeira que firmou o Acordo de Paris, no ano passado, assinado por 192 Estados e já ratificado por uma centena.

 

"Lanço um apelo aos países que ainda não ratificaram [o Acordo de Paris], a fazê-lo antes do final do ano", instou.

 

O chefe da diplomacia marroquina, Salaheddine Mezouar, que preside à COP22, apelou ao mundo para "manter o espírito" de Paris, que significou uma "mobilização sem precedentes", traduzida no acordo adotado em finais de 2015.

 

“O que está em jogo não são só as alterações climáticas, mas uma questão de civilização e de desenvolvimento económico”, frisou, apelando aos países que sejam “mais ambiciosos”.

 

O ministro marroquino sublinhou ainda a “responsabilidade coletiva” para responder às necessidades dos países mais vulneráveis, corroborado pelas declarações da ministra francesa, que lembrou que “África é o continente que sofre mais com as alterações climáticas sem ter responsabilidade por elas”.

 

Os negociadores ainda têm muitas matérias para acordar, de forma a tornar o pacto operacional, nomeadamente a definição de regras de transparência, a apresentação das estratégias nacionais até 2050 e a ajuda financeira aos países em desenvolvimento.

 

As regras de transparência dizem respeito às informações que os países deverão fornecer sobre os esforços para limitar as suas emissões e os progressos nas ajudas financeiras públicas.

 

Paralelamente a uma maior transparência, o acordo prevê um reforço dos planos de ação de cada país, com vista a limitar o aquecimento global a +2°C acima dos níveis pré-industriais.

 

Além do objetivo de limitar o aquecimento a +2ºC, o Acordo de Paris prevê que os países realizem "todos os esforços necessários" para que não se ultrapassem os 1,5 graus Celsius, evitando assim "os impactos mais catastróficos das alterações climáticas".

 

No entanto, os compromissos atuais colocam o planeta numa trajetória de +3°C, ou até mesmo 3,4°C, segundo um relatório das Nações Unidas recentemente divulgado.

 

Para conseguir manter o aquecimento abaixo dos +2ºC, as emissões de gases com efeito de estufa têm de parar de aumentar e depois têm de ser reduzidas entre 40 e 70 por cento, entre 2010 e 2050, segundo os especialistas.

 

A estagnação e, posteriormente, a redução das emissões de gases com efeito de estufa implicam uma opção profunda por energias verdes e o abandono dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás).

 

Serão precisos investimentos avultados para tornar os setores da habitação, dos transportes e da indústria menos dependentes de energia, assim como novas políticas agrícolas e alimentares. Isto significa que os países terão de fazer mais do que os compromissos assumidos no Acordo de Paris.

 

O tema do financiamento estará também no coração do debate, tanto em relação à ajuda pública aos países em desenvolvimento de 100 mil milhões de dólares, prometidos até 2020, como ao objetivo de tornar "mais verdes" as finanças mundiais.

 

com Lusa

horadoplaneta às 14:45 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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