Terça-feira, 08.11.16

Mosambike hanesan nasaun ida ne'ebé afetadu liu hosi fenómenu klimátiku iha 2015 - estudu

Mosambike sai hanesan nasaun ida ne'ebé afetadu liu iha tinan 2015 ho fenómenu klimátiku todan sira no kuaze metade hosi Estadu sira ne'ebé hetan estraga situa iha Áfrika, konklui hosi relatóriu ida ne'ebé publika iha loron-tersa ne'e iha Marrakech iha okaziaun hosi konferénsia ONU nian kona-ba klima (COP22)

 

Foto@ António Silva /EPA

 

"Áfrika hanesan fraku tebes hasoru impaktu hosi alterasaun klimátiku sira", subliña hosi Sönke Kreft, autor prinsipal hosi "índice anual hosi risku klimátiku sira nian" ba dala 12 ne'ebé publika hosi organizasaun la'ós governu nian Germanwatch.

 

Iha jeral, nasaun kiak sira hasoru liu tempestade sira, rai-manas maka'as, bee-sa'e ka rai-maran, fenómenu sira ne'ebé nia intensidade no frekuénsia aumenta tanba efeitu hosi akesimentu global.

 

"Divizaun hosi fenómenu klimátiku sira la justu", Kreft hatutan no fó hanoin katak nasaun sira ne'ebé iha dezenvolvimentu tuir istória hanesan de'it responsável hosi parte ida ne'ebé ki'ik tebes hosi emisaun gás sira ho efeitu estufa ne'ebé hanesan orijen hosi fenómenu sira ne'e.

 

Índise hosi Germanwatch rejista akontesimentu todan sira iha nasaun 180, ho baze iha informasaun sira hosi seguradora alemaun MunichRe, no sira seluk.

 

Iha tinan 2015, nasaun ne'ebé afetadu liu hosi fenómenu klimátiku sira maka Mosambike, ho ema na'in 351 mate tanba fenómenu todan sira ne'ebé hamosu ona estraga ho folin dolar millaun 500.

 

Autor sira estudu nian fó hanoin katak iha tinan liubá akontese iha Mosambike inundasaun todan sira ne'ebé mosu tanba udan maka'as ne'ebé hahú iha fulan-Dezembru 2014 no dura ona to'o fulan-Janeiru 2015 nia rohan ka liu. Ema rihun 325 resin maka hetan afeta hosi inundasaun sira ne'e iha Mosambike no ema na'in 163 mate.

 

Bee-sa'e sira hamosu mós konsekuénsia todan sira iha infraestrutura sira no iha agrikultura no hamosu epidemia sira hanesan kólera.

 

Nasaun sira seluk ne'ebé afetadu ho fenómenu klimátiku ne'e iha tinan 2015 maka Dominika, Maláui, Índia, Vanuatu, Birmánia, Bahamas, Gana, Madagáskar ho Xile.

 

Áfrika, kontinente ne'ebé simu COP22, ne'ebé hala'o hela iha Marrakech to'o loron 18 oinmai, hanesan kontinente ne'ebé afetadu tebes, ho nasaun haat maka afetadu entre nasaun 10 (Mosambike, Maláui, Gana ho Madagáskar).

 

Entre nasaun afrikanu sanulu ne'ebé afetadu liu iha 2015 hosi fenómenu klimátiku sira ne'ebé todan iha nasaun haat ho lian portugeza: Mosambike (pozisaun dahuluk), Cabo Verde (pozisaun daualuk), Guiné-Bissau (pozisaun dasia) no Angola (pozisaun 10). Mosambike hanesan mós nasaun afrikanu daruak ne'ebé afetadu liu iha tinan 20 ikus ne'e.

 

Hosi tinan 1996 no 2015, epizódiu todan sira besik 11.000 halo ona ema rihun 528 mate iha mundu, haktuir hosi relatóriu. Tempestade sira, rai-manas no bee-sa'e sira presiza folin dolar biliaun 3.000 iha períudu hanesan.

 

Hosi nasaun sanulu ne'ebé afetadu liu iha dékada rua ikus ne'e, sia hanesan nasaun sira ne'ebé iha dezenvolvimentu iha grupu hosi Estadu sira ho rendimentu ki'ik no médiu-ki'ik.

 

ha tinan 20 nia laran, nasaun sira ne'ebé afetadu liu maka Honduras, Birmánia no Haiti.

 

Filipina, Bangladexe, Pakistaun, Vietnam ho Tailándia afetadu mós iha parte ema nian no mós iha parte osan nian.

 

Germanwatch nia rangking bazeia hosi númeru absolutu hosi ema sira ne'ebé mate no hosi taxa mate ne'ebé asosiadu ho fenómenu klimátiku sira nune'e mós lakon iha nível finanseiru absolutu no lakon tuir unidade PIB nian.

 

Konferénsia Klima ONU nian ba dala 22 halao to'o loron 18 Novembru ho konkretizasaun ba debate hosi Akordu Paris nian ne'ebé hetan iha tinan liubá.

 

ho Lusa

horadoplaneta às 15:13 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Moçambique foi o país mais afetado por fenómenos climáticos em 2015 - estudo

Moçambique foi o país mais afetado em 2015 pelos fenómenos climáticos extremos e quase metade dos Estados mais atingidos estão em África, conclui um relatório hoje publicado em Marraquexe, por ocasião da conferência da ONU cobre o clima (COP22)

 

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Foto@ António Silva/EPA

 

"A África é particularmente vulnerável aos impactos das alterações climáticas", sublinhou Sönke Kreft, autor principal do 12.º "índice anual dos riscos climáticos" publicado pela organização não-governamental Germanwatch.

 

De maneira geral, os países pobres são os mais expostos às tempestades, ondas de calor, inundações ou secas, fenómenos cuja intensidade e frequência aumenta sob o efeito do aquecimento global.

 

"A repartição dos fenómenos climáticos não é equitativa", acrescentou Kreft, lembrando que os países em desenvolvimento só são historicamente responsáveis por uma parte muito pequena das emissões de gases com efeito de estufa na origem destes fenómenos.

 

O índice da Germanwatch regista os acontecimentos extremos em 180 países, com base em dados da seguradora alemã MunichRe, entre outros.

 

Em 2015, o país mais afetado por fenómenos climáticos foi Moçambique, com 351 mortes atribuíveis aos fenómenos extremos, que provocaram danos estimados em 500 milhões de dólares.

 

No ano passado, recordam os autores do estudo, Moçambique foi atingido por graves inundações que resultaram de chuvas intensas que começaram em dezembro de 2014 e duraram até ao fim de janeiro de 2015 ou mais. Cerca de 325 mil pessoas foram afetadas pelas inundações em Moçambique e 163 pessoas morreram.

 

As inundações também provocaram consequências severas nas infraestruturas e na agricultura e levaram a surtos de doenças como a cólera.

 

Os restantes países mais afetados pelos fenómenos climáticos em 2015 são a Dominica, Maláui, Índia, Vanuatu, Birmânia, Bahamas, Gana, Madagáscar e Chile.

 

A África, continente que acolhe a COP22, a decorrer em Marraquexe até dia 18, é particularmente afetada, com quatro dos 10 países mais atingidos em 2015 (Moçambique, Maláui, Gana e Madagáscar).

 

Entre os 10 países africanos mais afetados em 2015 pelos fenómenos climáticos extremos estão quatro países de língua portuguesa: Moçambique (1.º lugar), Cabo Verde (8.º), Guiné-Bissau (9.º) e Angola (10.º). Moçambique é também o segundo país africano mais afetado nos últimos 20 anos.

 

De 1996 a 2015, perto de 11.000 episódios extremos mataram 528 mil pessoas no mundo, sublinha o relatório.

 

Tempestades, vagas de calor e inundações custaram mais de 3.000 mil milhões de dólares (2.700 mil milhões de euros) no mesmo período.

 

Dos dez países mais afetados nas duas últimas décadas, nove eram países em desenvolvimento no grupo dos Estados de baixo e médio-baixo rendimento.

 

Ao longo destes 20 anos, os países mais afetados foram as Honduras, a Birmânia e o Haiti.

 

As Filipinas, o Bangladesh, o Paquistão, o Vietname e a Tailândia foram também particularmente afetados, tanto em termos humanos como financeiramente.

 

O ranking da Germanwatch tem em conta o número absoluto de mortos e a taxa de mortalidade associada aos fenómenos climáticos, assim como as perdas financeiras absolutas e as perdas por unidade do PIB.

 

A 22.ª conferência do clima da ONU decorre até 18 de novembro com a concretização do Acordo de Paris, alcançado no ano passado, na ordem do dia.

 

com Lusa

horadoplaneta às 14:36 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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