Segunda-feira, 14.11.16

Tinan-tinan dezastre natural sira halo ema millaun 26 sai kiak - BM

Dezastre natural sira halo ema millaun 26 sai kiak tinan-tinan no halo lakon tinan-tinan dolar biliaun 520 iha konsumu, fó sai hosi relatóriu ne'ebé publika iha loron-segunda ne'e hosi Banku Mundial. 

 

Ambiente hafoin pasajen hosi furakaun Matthew iha Baracia, Cuba,  iha loron 07 Outubru 2016. Foto@ Alejandro Ernesto /EPA

 

Ho títulu "'Unbreakable: Building the Resilience of the Poor in the Face of Natural Disasters", relatóriu hosi Banku Mundial no hosi Instituisaun Global hodi Hamenus Dezastre sira no Rekuperasaun (GFDRR) aviza katak impaktu humanu no ekonómiku hosi fenómenu klimátiku todan sira hanesan aat liu duké kalkula.

 

"Xoke klimátiku todan sira ameasa muda dékada sira progresu nian hasoru kiak", hatete hosi prezidente hosi Grupu Banku Mundial nian, Jim Yong Kim, ne'ebé haktuir iha komunikadu instituisaun nian.

 

"Tempestade sira, inundasaun sira no rai-maran iha konsekuénsia maka'as ema nian no ekonómiku, ho ema kiak sira dalabarak selu folin ne'ebé aas tebes. Harii kapasidade hodi ultrapasa dezastre sira halo sentidu iha ekonomia no mós hanesan obrigasaun moral", nia hatutan.

 

Fó sai durante konferénsia Klima ONU nian (COP22), ne'ebé hala'o iha Marrakech, relatóriu analiza efeitu sira hosi fenómenu klimátiku maka'as sira iha medida rua: ida maka estraga patrimonial sira no estraga sira iha moris di'ak, ne'ebé permiti avalia ho di'ak estraga sira ba ema kiak sira, tanba "lakon dolar ida laiha signifikadu hanesan ba ema riku ida duké ba ema kiak ida".

 

Iha nasaun 117 ne'ebé maka hala'o estudu, autor sira hakerek, efeitu maka'as klimátiku sira nian iha moris di'ak, sukat iha estraga sira iha konsumu, hanesan boot liu duké estraga patrimonial sira nian.

 

Tanba efeitu sira hosi dezastre natural sira afeta maka'as ema kiak sira, ne'ebé iha kapasidade limitadu hodi bele hasoru ho efeitu sira, relatóriu kalkula katak impaktu iha moris di'ak hosi nasaun sira ne'e sei hanesan ho estraga sira iha konsumu ho folin dolar biliaun 520. Kálkulu ne'e ultrapasa previzaun sira ne'ebé halo antes to'o 60%.

 

Investigador sira fó ezemplu katak, karik bele evita dezastre natural sira hotu iha nasaun ualu ne'ebé hetan estudu, númeru hosi ema sira ne'ebé iha kiak maka'as - ne'ebé moris la to'o dolar ida loron ida - sei tuun ba millaun 26.

 

Fó sai durante konferénsia klima ONU nian (COP22), ne'ebé hala'o iha Marrakech to'o loron 18, relatóriu subliña urjénsia hodi foti polítika matenek sira sira kona-ba klimátiku sira, hodi protege di'ak ema sira ne'ebé fraku liu.

 

Ema kiak sira hanesan hasoru liu dezastre natural sira, lakon tan sira nia rikusoin, no dalabarak laiha apoiu sira hosi família, hosi sistema finanseiru ka hosi governu sira.

 

Relatóriu hosi Banku Mundial uza métodu foun hodi sukar estraga sira ne'ebé halo hosi dezastre sira, kontabiliza todan ne'ebé la hanesan hosi dezastre natural sira iha ema kiak sira.

 

Autor sira fó ezemplu katak siklone Nargis, ne'ebé afeta ona Myanmar iha tinan 2008, halo agrkultor barak hosi nasaun ne'e tenki fa'an sira nia propriedade, inklui rai, hodi halo kmaan todan hosi tusan sira ne'ebé sira hetan tanba dezastre. Impaktu ekonómiku no sosial sira hosi siklone Nargis sei senti hosi jerasaun sira, alerta hosi sientista sira.

 

Relatóriu avalia, ba dala uluk, benefísiu sira hosi intervensaun sira ne'ebé permiti aumenta kapasidade hodi hasoru dezastre iha nasaun sira ne'ebé estudadu, inklui sistema sira alerta nian, asesu hodi hadi'a banka pesial, polítika sira seguru nian no sistema sira protesaun sosial ne'ebé permiti tulun ema sira hodi hatán no rekupera di'ak hosi xoke sira.

 

Medida sira ne'e sei tulun nasaun sira no komunidade sira hodi poupa dolar biliaun 100 tinan-tinan no hamenus impaktu sira hosi dezastre sira iha moris di'ak ba 20%.

 

"Nasaun sira hasoru aumentu hosi númeru sira xoke nian ne'ebé derepente hanesan rezultadu hosi alterasaun klimátiku sira", hatete hosi Stephane Hallegatte, ekonomista hosi GFDRR, hodi hatutan katak "ema kiak sira presiza protesaun sosial no finanseiru hasoru dezastre sira ne'ebé labele evita".

 

"Ho polítika sira ne'ebé ita hatene katak sei hanesan efikaz, ita iha oportunidade hodi evita atu ema millaun resin sai kiak", nia hakotu.

 

ho Lusa

horadoplaneta às 13:42 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Desastres naturais atiram anualmente 26 milhões de pessoas para a pobreza - BM

Os desastres naturais atiram para a pobreza 26 milhões de pessoas todos os anos e provocam perdas anuais de 520 mil milhões de dólares no consumo, revela um relatório hoje publicado pelo Banco Mundial. 

 

O ambiente depois da passagem do furacão Matthew em Baracia, Cuba, no dia 07 de Outubro de 2016. Foto@ Alejandro Ernesto /EPA

 

Intitulado "Inquebrável: Construir a Resiliência dos Pobres Perante Desastres Naturais", o relatório do Banco Mundial e da Instituição Global para a Redução de Desastres e Recuperação (GFDRR) avisa que o impacto humano e económico dos fenómenos climáticos extremos é muito mais devastador do que se pensava.

 

"Os choques climáticos severos ameaçam fazer reverter décadas de progressos contra a pobreza", disse o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, citado num comunicado da instituição.

 

"As tempestades, as inundações e as secas têm graves consequências humanas e económicas, com os pobres a pagarem muitas vezes o preço mais elevado. Construir resiliência aos desastres não só faz sentido em termos económicos, como é um imperativo moral", acrescentou.

 

Divulgado durante a conferência do Clima da ONU (COP22), a decorrer em Marraquexe, o relatório analisa os efeitos dos fenómenos climáticos extremos em duas medidas: as perdas patrimoniais e as perdas no bem-estar, o que permite avaliar melhor os danos para os pobres, já que "perdas de um dólar não significam o mesmo para uma pessoa rica do que para uma pessoa pobre".

 

Em todos os 117 países estudados, escrevem os autores, o efeito dos extremos climáticos no bem-estar, medido em perdas no consumo, é maior do que nas perdas patrimoniais.

 

Uma vez que os efeitos dos desastres naturais afetam desproporcionadamente os pobres, que têm uma capacidade limitada para lidar com eles, o relatório estima que o impacto no bem-estar nesses países seja equivalente a perdas no consumo de 520 mil milhões de dólares por ano. Esta estimativa ultrapassa todas as previsões anteriores em até 60%.

 

Os investigadores exemplificam que, se fosse possível evitar todos os desastres naturais em oito países estudados, o número de pessoas na pobreza extrema - que vivem com menos de um dólar por dia - cairia em 26 milhões.

 

Divulgado durante a conferência do clima da ONU (COP22), a decorrer em Marraquexe até dia 18, o relatório sublinha a urgência da adoção de políticas inteligentes em termos climáticos, para melhor proteger os mais vulneráveis.

 

Os pobres estão tipicamente mais expostos aos desastres naturais, perdendo mais na proporção da sua riqueza, e muitas vezes não têm apoios, seja da família, dos sistemas financeiros ou dos governos.

 

O relatório do BM usa um novo método para medir os danos dos desastres, contabilizando o peso desigual dos desastres naturais nos pobres.

 

Os autores exemplificam que o ciclone Nargis, que afetou a Birmânia (Myanmar) em 2008, forçou até metade dos agricultores do país a vender propriedades, incluindo terra, para aliviar o peso da dívida que contraíram devido ao desastre. As repercussões económicas e sociais do Nargis sentir-se-ão por gerações, alertam.

 

O relatório avalia, pela primeira vez, os benefícios de intervenções que permitam aumentar a resiliência nos países estudados, incluindo sistemas de alerta, acesso melhorado à banca pessoal, políticas de seguros, e sistemas de proteção social que permitam ajudar as pessoas a responder e a recuperar melhor dos choques.

 

Combinadas, estas medidas ajudariam os países e as comunidades a pouparem 100 mil milhões de dólares por ano e a reduzirem o impacto dos desastres no bem-estar em 20 por cento.

 

"Os países enfrentam um número crescente de choques inesperados como resultado das alterações climáticas", disse Stephane Hallegatte, economista da GFDRR, acrescentando que "os pobres precisam de proteção social e financeira contra os desastres que não podem ser evitados".

 

"Com as políticas que sabemos serem eficazes, temos a oportunidade de evitar que milhões de pessoas caiam na pobreza", concluiu.

 

com Lusa

horadoplaneta às 12:13 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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