Tigre siberiano libertado por Putin suspeito de matar cabras na China

Ustin, um dos tigres libertados pelo Presidente russo, Vladimir Putin, que decidiu atravessar a fronteira e "emigrar" para a China, é suspeito de ter matado mais de uma dezena de cabras, informa hoje a agência oficial chinesa.

 

EPA@Jean-Christophe Bott


O mais recente ataque ocorreu na terça-feira, onde dois caprinos morreram e três outros desapareceram no mesmo local, na ilha Heixiazi, no condado de Fuyuan, no nordeste da província chinesa de Heilongjiang, escreve a Xinhua, citando fontes locais.

A quinta localiza-se naquela ilha do rio Amur, fronteiriço com os dois países, e os vestígios, como pegadas deixados no lugar após a matança, apontam que foi Ustin o autor, assinalaram especialistas em tigres siberianos citados pela agência chinesa.

Guo Yulin, dono da quinta, mostrou-se preocupado com a presença do tigre e estava ocupado a remover os cadáveres, refere a Xinhua, indicando que autoridades locais prometeram compensá-lo pelas suas perdas - um total de 18 cabras em dois ataques. Para evitar uma terceira investida, o departamento instou Guo a relocalizar os caprinos ou a reforçar a segurança da sua propriedade.

A imprensa chinesa segue há semanas com grande atenção as peripécias de Ustin e Kuzya, os dois "tigres de Putin" que deambulam em território chinês, onde "chegaram" no mês passado.

Face à expetativa causada, as autoridades pediram aos residentes da ilha para se manterem longe do felino e não lhe darem comida caso o avistem.

Kuzya, o outro tigre, tentava na semana passada regressar a território russo, informou então a agência oficial chinesa.

Os tigres pertencem a um grupo de cinco crias encontradas há dois anos e que, após terem sido criados em cativeiro, foram colocados em liberdade, três dos quais numa cerimónia presidida por Putin no início do verão.

O facto de dois deles terem chegado à China foi motivo de muitos comentários nos meios de comunicação social, em que se brincava com a "deserção" dos felinos ligados ao chefe de Estado russo que, este mês, viajou para Pequim e falou sobre os felinos num encontro com o seu homólogo chinês Xi Jinping.

Estima-se que em todo o mundo existam apenas 600 tigres siberianos a viver em estado selvagem, a maioria na Rússia, e menos de 30 na China.

com Lusa

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