Presidente chinês diz que países ricos devem honrar compromissos de ajuda

O Presidente chinês, Xi Jinping, apelou ontem aos países desenvolvidos para que honrem os seus compromissos de financiamento de 100 mil milhões de dólares por ano aos países em desenvolvimento para enfrentarem as alterações climáticas.


 

Xi Jinping, que falava na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), a decorrer até 11 de dezembro, em Paris, referiu que os países desenvolvidos devem aceitar "mais responsabilidades partilhadas" no objetivo de limitar a subida da temperatura média do planeta e ajudar as nações mais pobres na adaptação às mudanças climáticas.

 

"Os países desenvolvidos devem honrar o seu compromisso de mobilizar 100 mil milhões de dólares [94 mil milhões de euros] por ano a partir de 2020 e conseguir um apoio financeiro mais forte para as nações em desenvolvimento depois", defendeu o Presidente da China, de acordo com uma tradução oficial.

 

"Também é importante que tecnologias amigas do clima sejam transferidas para os países em desenvolvimento", acrescentou.

 

Na conferência do clima realizada em Copenhaga em 2009 foi decidido que os países ricos iriam contribuir com 100 mil milhões de dólares anuais para financiar os mais pobres na mitigação e adaptação às alterações climáticas, na redução das emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aumento da temperatura do planeta, e nas formas de enfrentarem a subida do nível do mar, as secas e outros impactos.

 

A China e os EUA comprometeram-se a trabalhar juntos para combater o aquecimento global, e Xi Jinping disse ontem que os países pobres não devem ter de sacrificar o seu crescimento económico.

 

A COP21, que decorre entre 30 de novembro e 11 de dezembro, reúne em Paris representantes de 195 países, que tentarão alcançar um acordo vinculativo sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa que permita limitar, até 2100, o aquecimento da temperatura média global da atmosfera a dois graus centígrados acima dos valores registados antes da revolução industrial.

 

Até agora, mais de 170 países já apresentaram os seus contributos para a redução de emissões, mas ainda insuficientes para alcançar a meta proposta.

 

Entre os assuntos pendentes estão a aceitação de um mecanismo de revisão periódica das contribuições nacionais e a existência de um só sistema, sem divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas com flexibilidade no tratamento, tema que, juntamente com a responsabilização dos países maiores emissores, serão aspetos mais difíceis de resolver.

 

@Lusa

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