Pequim levanta alerta vermelho devido à poluição após 48 horas

As autoridades de Pequim levantaram hoje aquele que foi o primeiro alerta vermelho por poluição que emitiram, 48 horas depois de medidas para controlar níveis de poluição inferiores aos de ocasiões anteriores.

 

Foto tirada no dia 08 de Dezembro em Pequim. EPA@ Rolex Dela Pena


O alerta terminou formalmente às 12:00 (hora local), mas já desde madrugada uma frente fria com ventos ligeiros levou o manto de névoa e de poluição que desde o fim de semana cobria a capital chinesa.

As autoridades chinesas anunciaram na segunda-feira que, pela primeira vez desde que se instaurou, em 2013, um sistema de alerta de quatro cores, a ativação do nível mais grave, o vermelho, a partir das 07:00 de terça-feira e até ao meio-dia de hoje.

Durante esse período, Pequim pôs em marcha medidas como a circulação dos automóveis privados de acordo com o último número da matrícula -- um dia pares, noutro ímpares -- ou a proibição de saída para a estrada de veículos pesados.

Além disso, também foram suspensas as obras e as fábricas reduziram ou pararam a produção, incluindo as de geração de energia, as siderurgias e as de cimento.

O pacote de medidas aliviou o habitual denso tráfego de Pequim, também reduzido pela recomendação às escolas primárias e secundárias para que suspendessem as aulas e ao pedido de empresas e instituições oficiais para que fossem permitidos horários flexíveis para os seus funcionários.

Apesar de a medida ter sido aplaudida por organizações como a Greenpeace e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que sublinhou que "as autoridades estão a levar a sério a qualidade do ar", alguns moradores em Pequim consideraram-na excessiva e demasiado prolongada.

Enquanto por estes dias os níveis de poluição rondaram picos de 400 microgramas por metro cúbico das partículas PM 2.5 -- as mais prejudiciais à saúde --, na semana passada, quando se ativou apenas o alerta laranja após vários dias da maior poluição de 2015 na capital, foram superados os 650 microgramas.

A OMS estabelece em 25 microgramas o máximo recomendado para que não prejudique a saúde.

 

com Lusa

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