Quarta-feira, 22.06.16

Estado australiano compra criação de gado para proteger a Barreira de Coral

Um estado da Austrália comprou hoje uma criação de gado, que produz resíduos que ameaçam a Grande Barreira de Coral, para contribuir para a proteção deste sítio icónico classificado como património da Humanidade.

 

Foto da Grande Barreira de Coral (Austrália). Mike McNamara © OUR PLACE The World Heritage Collection


A Grande Barreira de Coral teve nos últimos meses o pior episódio de branqueamento devido ao aumento da temperatura da água. Uma grande parte do recife perdeu a cor e cerca de um quarto dos corais morreram.

O recife está também fragilizado pelos resíduos agrícolas. Uma das principais fontes destes resíduos são as criações de gado de Springfield que vão até 560 quilómetros quadrados depois de Cooktown, no estado de Queensland.

O ministro do Ambiente de Queensland, Steven Miles, disse que Springfield gera muitos resíduos que se vão depositar na parte norte da grande barreira, a mais afetada pelo branqueamento.aus

"Os sedimentos e os nutrientes associados têm vários impactos no recife, por isso esta compra de terrenos é determinante", disse a propósito desta compra de sete milhões de dólares australianos (2,5 milhões de dólares).

Estes sedimentos depositam-se no recife, bloqueiam a luz, sufocam os organismos marinhos e constrangem o crescimento do coral e das plantas marinhas.

"Devemos assegurar que o recife tem a melhor hipótese de recuperar deste episódio de branqueamento, garantindo que a água que chega é a mais limpa possível", acrescentou o ministro.

"É necessário reforçar as medidas de controlo da erosão do solo das ravinas e dos rios no norte de Queensland", continuou o ministro.

Segundo os cientistas, vai ser necessário pelo menos dez anos para que a barreira de coral se reabilite e a World Wide Fund For Nature (WWF) estima que a qualidade da água vai ser crucial para a sobrevivência do recife.

"O governo nunca tinha comprado terras para proteger a qualidade da água na grande barreira", disse o porta-voz da WWF australiana, Sean Hoobin, elogiando a decisão "sem precedentes".

"Importantes volumes de lama são despejados desde essa estação até às águas do recife, o que fragiliza o coral", explicou.

"Todas as ações para reduzir a poluição dos resíduos que vêm de Springfield vão ajudar à reconstrução do coral", concluiu.

com Lusa

horadoplaneta às 14:23 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 08.06.16

Stress e clamídia estão a matar coalas na Austrália

Stress ho klamídia oho daudaun koala sira iha Austrália. Haree vídeo tuirmai ne'e:


horadoplaneta às 16:08 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 02.06.16

Salvar Grande Barreira de Coral exige 11.571 milhões de dólares em 10 anos

Melhorar a qualidade da água na Grande Barreira de Coral, no noroeste da Austrália, exige 11.571 milhões de dólares (10.336 milhões de euros) na próxima década, segundo um estudo governamental divulgado hoje. 

 

Foto: AIMS Austrália and New Zealand Out/EPA


Segundo o canal australiano ABC, os valores integram um estudo realizado por um grupo de peritos em qualidade da água e economia que, por falta de tempo, não foi incluído num relatório sobre a Grande Barreira divulgado na semana passada.

 

O governo do primeiro-ministro Malcolm Turnbull destinou um fundo adicional de mais 124 milhões de dólares (110 milhões de euros) para o orçamento do ano financeiro que começa a 01 de julho.

 

O Partido Trabalhista, que quer vencer as eleições de 2 de julho, prometeu 254 milhões de dólares (227 milhões de euros) para salvar a Grande Barreira, declarada Património Mundial e que enfrenta a maior crise de branqueamento de corais da sua história.

 

A maior ameaça à qualidade das águas na Grande Barreira vem dos pesticidas, dos sedimentos, que bloqueiam a luz solar, e do excesso de nutrientes, como o nitrogénio, que tornam os corais mais vulneráveis ao branqueamento.

 

A saúde da Grande Barreira, que conta com 400 tipos de corais, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aumento da temperatura e da acidez da água do mar.

 

com Lusa

 

horadoplaneta às 15:49 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Tulun Great Barrier Reef presiza dolár millaun 11.571 iha tinan 10 nia laran

Hadi'a kualidade bee nian iha Great Barrier Reef, iha noroeste Austrália nian, presiza dolár millaun 11.571 (ka euro millaun 10.336) iha dékada tuirmai, haktuir estudu hosi governu ne'ebé fó sai iha loron-kinta ne'e. 



Foto: AIMS Austrália and New Zealand Out/EPA


Tuir kanal australianu ABC, folin sira integra iha estudu ida ne'ebé hala'o hosi grupu matenek-na'in sira iha kualidade bee no ekonomia nian ne'ebé, tanba laiha tempu, la tama iha relatóriu ida kona-bá Great Barrier Reef ne'ebé fó sai iha semana liubá.

 

Governu hosi primeiru-ministru Malcolm Turnbull haruka ona fundu adisional ida ho osan dolár millaun 124 (euro millaun 110) ba orsamentu finanseiru tinan nain ne'ebé hahú iha loron 01 Jullu.

 

Partidu Traballista, ne'ebé hakarak manán eleisaun sira iha loron 02 Jullu, promete ona dolár millaun 254 (euro millaun 227) hodi salva Great Barrier Reef ne'ebé deklara hanesan Patrimóniu Mundial no hasoru krizi boot brankeamentu koral sira iha nia istória.

 

Ameasa boot ba kualidade bee nian iha Great Barrier Reef mai hosi pestisida sira, hosi depózitu sira, ne'ebé taka naroman loron nian no exesu hosi nutriente sira hanesan nitrojéniu ne'ebé halo koral sira sai fraku hasoru brankeamentu.

 

Saúde hosi Great Barrier Reef, ne'ebé iha espésie hosi koral hamutuk 400, espésie hosi ikan 1.500 no molusku sira ho variedade hamutuk 4.000, hahú hetan estraga iha dékada 1990 tanba duplu impaktu hosi aumentu temperatura nian no tasi-been ne'ebé siin.

 

ho Lusa

horadoplaneta às 15:44 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 30.05.16

Pelumenus 35% hosi koral sira Great Barrier Reef iha Austrália besik atu lakon

Pelumenus 35% hosi koral sira iha rejiaun norte no sentru hosi Great Barrier Reef iha Austrália mate daudaun ka besik atu lakon tanba fenómenu hosi brankeamentu ka lakon kór hosi koral sira, fó sai hosi sientista sira iha loron-segunda ne'e. 

 

 

Konkluzaun ne'e hanesan análize aéreu no subakuátiku sira ne'ebé halo iha fulan barak nia laran hafoin rejista tiha brankeamentu iha istória nia laran iha fulan-Marsu ho akesimentu hosi bee sira.

 

Terry Hughes, diretór hosi ARC Centre of Excellence for Coral Reef Studies iha Universidade James Cook, esplika ona katak akesimentu global estraga daudaun fatin sira ne'ebé klasifikadu hanesan Patrimóniu Humanidade nian.

 

"Ami deskobre katak, iha média, 35% hosi koral sira mate daudaun ka mate tiha ona iha resife 84 ne'ebé ami analiza tiha ona iha sesaun sira norte no sentru nian hosi Great Barrier Reef, entre Townsville ho Papua Nova Guiné", nia hatete iha komunikadu.

 

"Ne'e hanesan ba dala tolu iha tinan 18 nia laran maka Great Barrier Reef hatudu brankeamentu maka'as tanba akesimentu global, no situasaun ne'ebé agora ita hasoru hanesan aat liu duké ida ne'ebé ami sukat antes", nia esplika.

 

Presiza pelumenus dékada ida hodi rekupera kobertura sira hosi koral sira, "maibé sei demora tebes hodi rekupera koral boot sira no sira ne'ebé antigu ne'ebé mate tiha ona", indika hosi komunikadu ida hosi universidade tolu.

 

Investigadór sira hosi Universidade James Cook indika tiha ona, iha fulan-Abril, katak 93% hosi área hamutuk kilómetru 2.300 - ekosistema boot liu hosi koral sira iha mundu - afetadu ona hosi fenómenu brankeamentu nian.

 

Lakón kór ne'e akontese iha kondisaun ambiental sira ne'ebé la normal, hanesan aumenta ba bee tasi nian hodi halo koral sira hasai alga fotosintétiku ki'ik sira ne'ebé hasai nia kór.

 

ho Lusa

horadoplaneta às 11:16 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Pelo menos 35% dos corais da Grande Barreira na Austrália estão moribundos

Pelo menos 35% dos corais das regiões norte e centro da Grande Barreira na Austrália estão mortos ou prestes a morrer devido ao fenómeno do branqueamento ou descoloração dos recifes, anunciaram hoje cientistas. 

 

 

A conclusão é fruto de meses de análises aéreas e subaquáticas, após o maior branqueamento registado da história se ter tornado evidente em março, com o aquecimento das águas.

 

Terry Hughes, diretor do ARC Centro de Excelência de Estudos sobre Recife de Coral na Universidade James Cook, explicou que o aquecimento global está a destruir o local classificado como Património da Humanidade.

 

"Descobrimos que, em média, 35% dos corais estão mortos ou a morrer em 84 recifes que analisámos ao longo das secções norte e centro da Grande Barreira de Coral, entre Townsville e Papua Nova Guiné", disse, em comunicado.

 

"Esta é a terceira vez em 18 anos que a Grande Barreira de Coral experienciou branqueamento massivo devido ao aquecimento global, e o que se passa agora é muito mais extremo do que o que medimos anteriormente", explicou.

 

Foi necessário pelo menos uma década para a recuperação da cobertura dos corais, "mas vai demorar muito mais para recuperar os corais maiores e mais antigos que morreram", indica o comunicado conjunto de três universidades.

 

Os investigadores da Universidade James Cook já tinha indicado, em abril, que 93% da área de 2.300 quilómetros -- o maior ecossistema de corais do mundo -- foi afetada pelo fenómeno do branqueamento.

 

Esta descoloração ocorre em condições ambientais anormais, como aumento da temperatura da água do mar, fazendo os corais expelir pequenas algas fotossintéticas, retirando a sua cor.

 

com Lusa

horadoplaneta às 10:45 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 02.02.16

Estado australiano de Queensland autoriza controverso projeto na Grande Barreira de Coral

O gigantesco projeto mineiro Carmichael, do grupo indiano Adani, muito criticado pelo impacto negativo na Grande Barreira de Coral, ultrapassou hoje mais um obstáculo ao obter autorização para avançar da parte do estado australiano de Queensland. 

 


 

O projeto, no valor de 16.500 milhões de dólares australianos (10.600 milhões de euros), prevê a exploração de uma mina de carvão em Queensland, que, a concretizar-se, tornar-se-á uma das maiores do mundo, mas várias associações de defesa do ambiente têm denunciado os efeitos nefastos para o maior recife de coral do mundo.

 

O impacto sobre o clima, em geral, é outra questão levantada pelas diferentes associações, face à influência do carvão no chamado gás de feito de estufa, algo que não demoveu o Governo australiano em julho de 2014, quando deu «luz verde» ao projeto.

 

Fonte: Diário Digital / Lusa

horadoplaneta às 15:30 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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