Segunda-feira, 17.10.16

Alterações climáticas deverão lançar até mais 122 milhões de pessoas na pobreza - FAO

A Organização para a Alimentação e a Agricultura alertou hoje que é urgente ajudar o setor agrícola a adaptar-se às alterações climáticas, que poderão lançar até mais 122 milhões de pessoas na pobreza. 

 

Foto@ António Dasiparu

 

"A menos que sejam tomadas medidas agora para tornar a agricultura mais sustentável, produtiva e resiliente, os impactos das alterações climáticas irão comprometer gravemente a produção alimentar em países e regiões que já enfrentam uma alta insegurança alimentar", escreve o diretor-geral da organização, José Graziano da Silva, no prefácio de um relatório hoje publicado.

 

Intitulado "O estado da Alimentação e da Agricultura", o relatório sublinha que, se não houvesse alterações climáticas, a maioria das regiões deveria ver reduzir o número de pessoas em risco de pobreza até 2050.

 

Com as mudanças no clima, e se nada for feito, estima-se que a população a viver em pobreza registe um aumento de entre 35 e 122 milhões até 2030.

Isto deve-se sobretudo aos impactos negativos do aquecimento global no setor agrícola.

 

Os mais afetados seriam as populações nas zonas mais pobres da África subsaariana, e do Sul e Sudeste Asiático, especialmente os que dependem da agricultura para viver.

 

Graziano da Silva defende que a fome, a pobreza e as alterações climáticas têm de ser abordadas em conjunto, quanto mais não seja "por um imperativo moral, porque aqueles que hoje mais sofrem são os que menos contribuíram para as alterações climáticas".

 

O relatório da FAO recorda que para manter o aumento da temperatura global abaixo do teto de 2°C, as emissões de gases com efeitos de estufa terão de diminuir 70% até 2050, o que só será possível com o contributo dos setores agrícolas.

 

Estes setores são responsáveis por, pelo menos, um quinto de todas as emissões, sobretudo devido à conversão das florestas em terra cultivada, mas também devido à pecuária e à produção agrícola.

 

No entanto, escrevem os autores, os setores agrícolas enfrentam um duplo desafio: reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa ao mesmo tempo que produzem mais alimentos para saciar uma população crescente e cada vez mais rica.

 

Estima-se que a procura global por alimentos em 2050 seja pelo menos 60% maior do que em 2006, mas o crescimento populacional será concentrado nas regiões que já hoje têm maior prevalência de subnutrição e maior vulnerabilidade às alterações climáticas.

 

O relatório reconhece que reformular a agricultura e os sistemas alimentares será um processo complexo, devido ao vasto número de partes envolvidas, à multiplicidade dos sistemas agrícolas e de produção alimentar e às diferenças nos ecossistemas.

 

No entanto, alerta, os esforços têm de começar agora, porque os impactos das alterações climáticas só piorarão com o tempo e se nada for feito os países mais pobres terão no futuro de enfrentar simultaneamente a fome, a pobreza e as mudanças climáticas. Nas palavras de Graziano da Silva, "os benefícios da adaptação ultrapassam os custos da inação com margens muito grandes".

 

Nas vésperas da 22.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que começa a 07 de novembro em Marrocos, o relatório sublinha que o sucesso da transformação da agricultura depende em grande medida da ajuda aos pequenos proprietários na adaptação às mudanças climáticas.

 

Estima-se que haja nos países em desenvolvimento cerca de 475 milhões de famílias de pequenos proprietários que produzem em contextos socioeconómicos e condições agroecológicas muito distintas, pelo que não existe uma só resposta.

 

No entanto, a FAO descreve, no relatório, algumas formas "alternativas e economicamente viáveis" de ajudar os agricultores a adaptar-se e a tornar as suas formas de vida mais resilientes, nomeadamente a adoção de práticas inteligentes, como o uso de variedades de culturas nitrogénio-eficientes e tolerantes ao calor.

 

A adoção generalizada de práticas nitrogénio-eficientes, por exemplo, permitiria reduzir em mais de 100 milhões o número de pessoas em risco de subnutrição, estima o relatório.

 

com Lusa

horadoplaneta às 15:31 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 27.09.16

Angola é o país lusófono com maior mortalidade associada à poluição do ar - OMS

Angola é o país lusófono - e um dos oito países africanos - com maior taxa de mortalidade associada à poluição atmosférica, com 50 pessoas em cada 100 mil a morrerem devido à exposição a ar exterior de má qualidade. 

 

Ar poluido na cidade de Beijing, China. Imagem tirada no dia 22 de Dezembro 2015. Foto@ Wu Hong / EPA

 

Os dados constam do relatório "Poluição do ar ambiente: Uma avaliação Global da Exposição e do peso da doença", hoje divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que conclui que três milhões de pessoas morrem todos os anos por causas associadas à poluição do ar exterior e que 92% da população mundial respira ar poluído.

 

Com recurso a um novo modelo de avaliação da qualidade do ar, a OMS confirma que mais de nove em cada dez humanos vivem em locais onde a qualidade do ar exterior excede os limites definidos.

 

A OMS define como limite uma concentração anual média de 10 microgramas por metro cúbico de partículas finas (PM2,5), valor que, segundo o relatório, é excedido em todos os países lusófonos exceto Portugal (nove) e Brasil (10).

 

Nesta tabela, o país lusófono mais mal classificado é Cabo Verde, que apresenta uma concentração média de 36 microgramas de partículas finas por cada metro cúbico, quando se tem em conta as medições em ambiente rural e urbano.

 

A Guiné Equatorial apresenta uma concentração média anual de 33 microgramas de partículas finas por metro cúbico, a Guiné-Bissau 27, Moçambique 17, Timor-Leste 15 e São Tomé e Príncipe 13.

 

Quando consideradas apenas as medições em ambiente urbano, Angola é o país lusófono com piores resultados, apresentando uma concentração média anual de 42 microgramas de partículas finas por metro cúbico de ar, valor que desce para 27 quando se tem em conta as zonas rurais e urbanas.

 

Os números têm por base medições através de satélite, modelos de transporte aéreo e estações de medição da poluição atmosférica em mais de 3.000 localidades, tanto rurais como urbanas, e o estudo foi desenvolvido pela OMS em colaboração com a Universidade de Bath, no Reino Unido. O relatório faz também uma avaliação do impacto da exposição ao ar poluído na saúde, tendo em conta dados do ano 2012.

 

A nível global, os autores concluem que três milhões de mortes anuais estão associadas à poluição atmosférica, nomeadamente doenças respiratórias agudas, doença pulmonar obstrutiva crónica, cancro do pulmão, doença isquémica do coração e acidente vascular cerebral.

 

Entre os países lusófonos, Angola é o país com mais mortes associadas à poluição atmosférica - 51 por cada 100 mil habitantes.

 

Quando comparado com os restantes países africanos, apenas sete têm uma taxa superior: Mali (60), Burkina Faso (58), Níger (57), Eritreia (56), e Benim, Chade e República Democrática do Congo (52).

 

A Guiné Equatorial apresenta uma taxa de 50 mortes associadas à poluição do ar exterior em cada 100 mil habitantes, a Guiné-Bissau 47, Cabo Verde 37, Timor Leste 31, São Tomé e Príncipe 26, Brasil 14 e Portugal sete.

 

Segundo o relatório, as partículas poluentes consistem numa mistura complexa de partículas sólidas e líquidas de substâncias orgânicas e inorgânicas em suspensão no ar.

 

A maioria dos seus componentes são sulfatos, nitratos, amónia, cloreto de sódio, negro de carbono e pó mineral, entre outros.

 

As partículas iguais ou menores do que 10 micrómetros de diâmetro são particularmente perigosas porque podem penetrar e instalar-se nos pulmões.

 

com Lusa

horadoplaneta às 11:01 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 16.09.16

O ano de 2016 está a caminho de tornar-se no mais quente da história

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) indicou hoje que 2016 está a caminho de se converter no ano mais quente de que há registos históricos e este pode ser o padrão de uma nova realidade. 

 

Pôr-do-sol em Hanover, Alemanha. Foto@ Julian Stratenschulte / EPA

 

“Fomos testemunhas de um período prolongado de calor extraordinário e tudo indica que se isto se converterá na nova norma”, afirmou Petteri Taalas, secretário-geral da OMM, citado pela agência EFE.

 

O ano está a ser marcado pelo registo de níveis de concentração de dióxido de carbono extremamente altos e pela quebra sucessiva de recordes de temperatura, assinalou ainda o finlandês que dirige a agência das Nações Unidas para o clima.

 

Esta situação e o aquecimento das águas dos oceanos esteve na origem do fenómeno de branqueamento dos corais, sublinhou ainda.

 

“O período excecionalmente prolongado de aquecimento global continuou em agosto, que foi o mais quente nos registos tanto na superfície da terra como nos oceanos”, acrescentou a porta-voz da OMM, Claire Nullis, que citou dados da agência espacial norte-americana (NASA) e do Centro Europeu para as Previsões Meteorológicas a Médio Prazo.

 

Por outro lado, de acordo com os últimos dados, também a superfície de gelo do Ártico alcançou durante o verão boreal, no passado dia 10 de setembro, a segunda mais pequena extensão de sempre, desde que começaram a ser realizados registos por satélite, há 37 anos. A extensão da superfície de gelo este ano apenas é comparável com a verificada em 2007.

 

A extensão de gelo no Ártico foi de 4,14 milhões de quilómetros quadrados e os cientistas acreditam que a situação só não foi mais dramática devido ao verão fresco este ano nessa parte do mundo, em razão de períodos nublados e tempestades regulares.

 

“Essas condições climatéricas desaceleram a perda de gelo durante o verão, mas no essencial estamos apenas um degrau abaixo do recorde”, indicou Nullis.

 

A menor superfície de gelo ártico data de 17 de setembro de 2012, quando diminuiu até aos 3,39 milhões de quilómetros quadrados.

 

com Lusa

horadoplaneta às 14:04 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 08.08.16

E se o mundo só tivesse 100 pessoas, como seria a distribuição de recursos?

As contas parte dos números da CIA mas juntam mais dados dispersos. E mais importante do que isso, colocam tudo num nível de grandeza mais fácil de reconhecer por todos. 



 

A lógica de que 100 pessoas podem representar os 7 mil milhões da população mundial é aplicada pela organização sem fins lucrativos 100 People que se dedica a aplicar o modelo e fazer um retrato mundial. Mas a ideia foi levada mais longe e pode ajudar a compreender a forma como os recursos do planeta estão distribuídos.

 

É a partir da aplicação deste modelo que um vídeo mostra, preto no branco, um retrato da população mundial e do acesso à educação, água potável, e riqueza, entre outros.

 

No retrato mundial do 100 People também se pode ter acesso a estatísticas e aos principais temas que afetam o desenvolvimento global, desde o ambiente à energia, guerra e abrigo.

 

 

Fonte: SAPO Tek

horadoplaneta às 16:03 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 04.08.16

E se o mar se pudesse defender?

Poucas campanhas de sensibilização sobre poluição dos areais das praias foram tão criativas como a que foi promovida pela Fundação Surfrider, uma ONG que se dedica à conservação do meio marinho. 

 

Fonte: Green Savers

 

Sob o tema “E se o mar se pudesse defender?” o vídeo mostra-nos um oceano reactivo, pronto a atirar-nos de volta os detritos que lhe lançamos.

 

Pela originalidade e humor, a campanha destaca-se facilmente dos vulgares apelos ao civismo dos veraneantes que passam nos media verão após verão. Espera-se que na memória do seu público alvo fique, a par das imagens do vídeo, um rasto de consciência ambiental.

 

 

Fonte: Green Savers

horadoplaneta às 11:12 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 22.03.16

Dia Mundial da Água 2016

O Dia Mundial da Água celebra-se anualmente a 22 de março. 


Dia Mundial da Água 2016 na Índia. EPA@ Divyakant Solanki

 

A comemoração surgiu no âmbito da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento e Ambiente que decorreu na cidade brasileira do Rio de Janeiro, em 1992. Os países foram convidados a celebrar o Dia Mundial da Água e a implementar medidas com vista à poupança deste recurso, promovendo a sua sustentabilidade.

 

A gestão dos recursos de água tem impacto em vários setores, nomeadamente na saúde, produção de alimentos, energia, abastecimento doméstico e sanitário, indústria e sustentabilidade ambiental.

 

As alterações climáticas provocam graves impactos nos recursos de água. Alterações atmosféricas como tempestades, períodos de seca, chuva e frio afetam a quantidade de água disponível e colocam em risco os ecossistemas que asseguram a qualidade da água.

 

Factos sobre a água

  • O volume total de água no planeta Terra é de 1.4 mil milhões km3. Os recursos de água doce rondam os 35 milhões km3 (cerca de 2.5% do volume total de água).
  • Destes 2.5%, cerca de 24 milhões km3 (ou 70%) estão em forma de gelo (zonas montanhosas, Antártida e Ártico).
  • 30% da água doce disponível está armazenada no subsolo (lençóis freáticos, solos gélidos e outros). Isto representa 97% de toda a água doce disponível para uso humano.
  • Os lagos e rios de água doce contêm aproximadamente 105.000 km3 (ou 0.3% de toda a água doce mundial)
  • O total de água doce disponível ronda os 200.000 km3 - menos de 1% de todos os recursos de água doce disponíveis.
  • A atmosfera da Terra contém aproximadamente 13.000 km3 de água.
  • 70% da água doce é utilizada na rega, 22% na indústria e 8% no uso doméstico.
  • Em 60% das cidades europeias com mais de 100.000 habitantes, a água do solo está a ser usada de modo mais rápido do que a sua restituição.
Veja aqui o vídeo da campanha para este ano:

 

@SAPO Timor-Leste

horadoplaneta às 16:11 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 16.03.16

Poluição é a causa de 23% das mortes em todo o mundo

Quase um quarto das mortes registadas em todo o mundo são causadas por fatores ambientais no seu sentido lato, revela a Organização Mundial de Saúde. 

 

 

Um relatório da Organização Mundial da Saúde, publicado na terça-feira, estima que em 2012 cerca de 12,6 milhões de mortes tenham sido provocadas pela "contaminação do ar, água e solo", "exposição a substâncias químicas", "mudanças climáticas" e "raios UV".

 

A organização estima que 8,2 milhões de mortes por doenças não transmissíveis podem ser atribuídas à poluição do ar. Tratam-se, sobretudo, de acidentes vasculares cerebrais, doenças cardíacas, cancro e doenças respiratórias.

 

Os traumas não intencionais, como os acidentes de trânsito, também são classificados pela OMS entre as patologias relacionadas como o meio ambiente e representam 1,7 milhões de mortes em 2012.

 

A OMS considera que os acidentes rodoviários estão relacionados com o meio ambiente porque com frequência são causados pelo mau estado das estradas.

 

A OMS acredita que a diarreia, que ocupa o sexto lugar no grupo das dez doenças listadas pela OMS, é provocada com frequência por uma rede sanitária fraca, provocando 846.000 mortes anuais.

 

Os "traumatismos voluntários", que incluem os suicídios, são a décima causa das mortes relacionadas com o meio ambiente. Para a OMS, certos suicídios são provocados pelo acesso a produtos tóxicos, como os pesticidas.

 

Para a organização internacional, "uma melhor gestão do meio ambiente permitiria salvar todos os anos" 1,7 milhões de crianças com menos de 5 anos e 4,9 milhões de idosos.

 

"Em 2002, tínhamos mais ou menos 25% das mortes mundiais causadas pelo meio ambiente, hoje são 23%, um pouco menos, mas como a população aumentou em dez anos a quantidade final continua a ser alta", comentou a médica María Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública e Meio Ambiente, citada pela agência de notícias France Presse.

 

Na Ásia do sudeste é onde é registado o maior número de mortes relacionadas com o meio ambiente, um total de 3,8 milhões. Em segundo lugar figura a região do Pacífico (3,5 milhões), seguida da África (2,2 milhões), Europa (1,4 milhão), Médio Oriente (854.000) e América (847.000).

 

Para resolver a situação, a OMS propõe medidas simples: reduzir as emissões de carbono, desenvolver as redes de transportes coletivos, melhorar a rede sanitária, combater os modos de consumo para utilizar menos produtos químicos, maior proteção ultravioleta e mais restrições ao tabaco.

 

com AFP

horadoplaneta às 11:58 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 14.03.16

Fevereiro foi 1,35º mais quente em todo o mundo

Fevereiro foi 1,35º mais quente que a temperatura média histórica do mês em todo o mundo. 

 

O clima quente em Sydney, Austrália. EPA@ Dean Lewins


As temperaturas globais do mês de Fevereiro bateram todos os recordes históricos por uma larga margem, de acordo com dados da agência norte-americana NASA, que voltou a relembrar a necessidade de medidas que mitiguem as alterações climáticas.

 

De acordo com a NASA, a temperaturas globais subiram 1,35º em relação às temperaturas médias para este mês medidas no período entre 1951 e 1980. “É um grande choque e mais uma lembrança da subida incessante das temperaturas globais resultantes de gases com efeito de estufa produzidos pelo Homem”, escreveram Jeff Masters e Bob Henson no blog Weather Underground, que analisou os dados.

 

Na verdade, o mês de Janeiro já tinha batido todos os recordes de temperatura, com os termómetros a subirem 1,15ºC em relação à media global daquele mês.

 

O Weather Underground explica ainda que, embora parte deste fenómeno tenha sido originado pelo El Niño, no Oceano Pacífico, a verdade é que as temperaturas foram mais altas que as ocorridas no último El Niño, em 1998, um fenómeno que foi tão violento como o deste ano.

 

“Estamos numa espécie de emergência climática”, explicou à Fairfax Media Stefan Rahmstorf, do Postdam Institute of Climate Impact Research, da Alemanha. “Isto é realmente incrível e sem precedentes”, concluiu.

 

Fonte: Green Savers

horadoplaneta às 10:43 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 07.03.16

Agricultura africana deve mudar para sobreviver às alterações climáticas - estudo

A agricultura da África Subsaariana, em particular a produção de feijão, milho e bananas, deverá sofrer profundas transformações para sobreviver às alterações climáticas, alerta um estudo publicado na Nature Climate Change. 

 

Foto@ FAO

 

Cientistas da Universidade de Leeds estudaram as transformações necessárias para manter os níveis de produção agrícola da região, evitando deixar em risco a segurança alimentar e a sobrevivência dos pequenos agricultores da África Subsaariana.

 

"Este estudo mostra onde, e mais crucialmente quando, é necessário fazer intervenções para impedir que as alterações climáticas destruam fontes vitais de alimentos em África", disse o cientista que coordenou o estudo, Julian Ramirez-Villegas da Universidade de Leeds.

 

com Lusa

horadoplaneta às 21:43 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 21.01.16

Oceanos podem ter mais plástico do que peixe em 2050

Um novo estudo garante que todos os anos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar ao fundo dos oceanos e a tendência é de aumento. A economia perde 95% das embalagens que produz após primeira utilização.


 Foto: Epifânio Sarmento@ SAPO TL

 

Se a tendência não for invertida, em 2050, a quantidade de plástico nos oceanos deverá superar a de peixe, alerta um estudo divulgado na terça-feira pela Fundação Ellen MacArthur, em parceira com a consultoria McKinsey.

 

Estima-se que, atualmente, mais de 150 milhões de toneladas de plástico estejam a poluir os oceanos. De acordo com o estudo, em 2014, a proporção de toneladas de lixo para peixe era de um para cinco. Caso não se altere a tendência, em 2025, será de um para três.

 

Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar todos os anos aos oceanos, o mesmo que um camião de lixo por minuto, lê-se no relatório.

 

O estudo refere que a economia perde 95% das embalagens de plástico após a primeira utilização, num valor estimado de 80 a 120 mil milhões de dólares.

 

Para reverter o cenário, o estudo, propõe a criação de um novo sistema para reduzir o desperdício de plástico na natureza e um novo órgão independente que regule o setor.

 

O estudo refere que uma mudança exige a cooperação mundial entre empresas de bens de consumo, produtores de embalagens, empresas responsáveis pela recolhe de lixo, cidades, políticos e outras organizações.

 

com Lusa/AFP

horadoplaneta às 10:35 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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