Quinta-feira, 18.08.16

Centros de negócios agrícolas revitalizam produção em Moçambique

A abertura de um conjunto de 23 centros de negócio agrícolas vai revitalizar a produção de pequenos camponeses no centro e norte de Moçambique, reduzir a pobreza e má nutrição e contribuir para a melhoria da constante insegurança alimentar.


 

Os centros, cuja amostra foi hoje inaugurada em Chimoio, Manica, centro de Moçambique, numa parceria público privada entre os governos moçambicano e americano, através da Agência de Desenvolvimento Internacional (Usaid), vão disponibilizar lojas de compra de cereais e de venda de sementes e fertilizantes qualificados, além de apoio tecnológico de produção e recolha mecanizada.

 

"Estes centros vão aumentar a capacidade de decisão dos que trabalham a terra e melhorar a qualidade de vida dos camponeses", disse Dean Pittman, embaixador dos Estados Unidos da América em Moçambique, durante a inauguração do primeiro centro multifuncional.

 

Pittman reconheceu a ineficiência de vias de escoamento e acesso ao mercado, o que resulta na perdas de colheitas e insegurança alimentar dos pequenos camponeses, e espera que esta inovação da abordagem agrária reduza a pobreza e a desnutrição em Moçambique.

 

Os centros, denominados por "3í Farmers Empowerment Hubs", estão sob gestão da multinacional Export Marketing Group (ETG), que participa com a maior fatia do financiamento, e vai privilegiar a operacionalização das lojas de comercialização de tecnologias agrícolas.

 

O ministro da Indústria e Comércio moçambicano, Max Tonela, disse que o projeto vai permitir que o país consolide a segurança alimentar e evitar choques externos na importação de comida.

 

"Com os centros vamos poder reduzir as importações de alimentos produzidos localmente, e facilitar o desenvolvimento do país com o aumento das poupanças das famílias locais", afirmou Max Tonela, que procedeu à inauguração das infraestruturas em Manica.

 

Por sua vez o governador de Manica, Alberto Mondlane, considerou que a nova abordagem agrícola "tem um valor acrescentado para os esforços da província, para incrementar a produção", sustentando que "só se consegue comercializar aquilo que se consegue produzir".

 

Além de seis centros de Manica, o projeto inclui a implementação de mais 17 centros em distritos com potencial agrícola nas províncias de Tete e Zambézia (centro de Moçambique) e Nampula (norte) com uma área calculada em 36.400 metros quadrados.

 

O projeto, avaliado em cerca de 30 milhões de dólares (26 milhões de euros) vai dar a 22.900 agricultores oportunidades de vender ou armazenar grãos de sementes e leguminosas gratuitamente por três meses, analisar a flutuação dos preços do mercado, além de acesso a financiamentos.

 

 

@Lusa

horadoplaneta às 03:48 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 07.03.16

Agricultura africana deve mudar para sobreviver às alterações climáticas - estudo

A agricultura da África Subsaariana, em particular a produção de feijão, milho e bananas, deverá sofrer profundas transformações para sobreviver às alterações climáticas, alerta um estudo publicado na Nature Climate Change. 

 

Foto@ FAO

 

Cientistas da Universidade de Leeds estudaram as transformações necessárias para manter os níveis de produção agrícola da região, evitando deixar em risco a segurança alimentar e a sobrevivência dos pequenos agricultores da África Subsaariana.

 

"Este estudo mostra onde, e mais crucialmente quando, é necessário fazer intervenções para impedir que as alterações climáticas destruam fontes vitais de alimentos em África", disse o cientista que coordenou o estudo, Julian Ramirez-Villegas da Universidade de Leeds.

 

com Lusa

horadoplaneta às 21:43 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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