Sexta-feira, 27.11.15

Ex-Presidente lidera delegação de Timor-Leste a cimeira de Paris

O ex-presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, vai liderar a delegação timorense à conferência da ONU sobre alterações climáticas (COP21) que começa na segunda-feira em Paris, confirmou à Lusa um membro do executivo.


Fonte: José Ramos-Horta 1996 Nobel Peace Prize Laureate


Constâncio Pinto, ministro do Comércio, Indústria e Ambiente, disse à Lusa que Ramos-Horta foi nomeado pelo Presidente timorense, Taur Matan Ruak, e pelo primeiro-ministro, Rui Maria de Araújo, para apresentar as posições de Timor-Leste na cimeira do clima.

 

Timor-Leste quer dar o seu próprio exemplo sobre o impacto das alterações climáticas uma vez que, como outras nações do Pacífico, começou já a sentir efeitos, nomeadamente com mudanças no padrão das chuvas, que ocorrem durante menos dias mas com mais intensidade.

 

Isso mesmo foi detalhado numa recente conferência conjunta do Governo timorense e da UE em Díli, coincidindo com a semana da Alteração Climática e em jeito de antecipação da conferência de clima de Paris.

 

Constâncio Pinto destacou que o combate às alterações climáticas "é uma preocupação" no país e que a reunião de Paris é uma oportunidade para consolidar esta agenda internacional. "Em Timor-Leste, como noutros pontos do planeta, já se começa a sentir esse impacto. Notamos os danos que as chuvas causam e o custo que representam", disse.

 

Questionado sobre as medidas que o Governo tem vindo a tomar para proteger o ambiente, incluindo a limpeza de lixo, a limpeza das ribeiras e campanhas de informação, Constâncio Pinto recordou "os enormes desafios" que o país enfrenta.

 

"São questões transversais, que exigem o envolvimento de várias partes. Há esforços da nossa parte, incluindo conferências para sensibilizar sobre as questões ambientais e vai começar a ser construído um centro de incineração de lixos, num investimento de 150 milhões de dólares", disse.

 

"É um desafio para o governo timorense e vamos esforçar-nos para resolver e responder a este desafio. Mas temos falta de recursos humanos e também de financiamento, o que dificulta a nossa intervenção nestas áreas. Não podemos responder a tudo ao mesmo tempo", afirmou. Timor-Leste ratificou em 2006 a Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC) tendo aderido também à segunda fase do Protocolo de Quioto.

 

Nos últimos anos, Timor-Leste tem realizado várias iniciativas neste quadro, incluindo pequenos projetos de infraestruturas agrícolas, a reabilitação de mangais, projetos de limpeza de água e várias campanhas de informação e educação sobre temas ambientais.

 

A COP21, que decorrerá entre 30 de novembro e 11 de dezembro, vai reunir em Paris pelo menos 147 chefes de Estado e de Governo, entre os representantes de 195 países, que tentarão alcançar um acordo vinculativo sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa que permita limitar o aquecimento da temperatura média global da atmosfera a dois graus centígrados acima dos valores registados antes da revolução industrial.

 

com Lusa

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Sexta-feira, 13.11.15

Astronauta vai levar acordo da cimeira de Paris para o Espaço

O astronauta Thomas Pesquet vai transportar para o espaço, no próximo ano, o texto do eventual acordo sobre as alterações climáticas que saia da cimeira de Paris, em dezembro, disse o secretário de Estado francês para a investigação.


Thomas Pesquet. Foto © Sergei Remezov

 

"Nós esperamos realmente ser capazes de vos dar o texto da resolução final", afirmou Thierry Mandon, numa conferência de imprensa em Paris, mostrando ter ainda esperança relativamente à conquista de um acordo, apesar da "muita incerteza" em torno das conversações.

 

A 21.ª Cimeira do Clima da ONU (COP21), que vai decorrer de 30 de novembro a 11 de dezembro, vai fazer juntar mais de uma centena e meia de chefes de Estado e de Governo e tem como objetivo conseguir um acordo internacional sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa, responsáveis pelo aquecimento global e pelas suas consequências catastróficas, nomeadamente o aumento do nível do mar.

 

Em Paris vão estar os líderes dos principais emissores de gases de efeito de estufa como Estados Unidos, China, Índia, Brasil ou Rússia, mas também dos países mais vulneráveis aos efeitos das alterações climáticas como Bangladesh ou o Níger.

 

Se os líderes mundiais acordarem e assinarem um acordo, o Presidente francês, Francois Hollande, vai pessoalmente entregar o documento ao astronauta antes de ele partir, disse Mandon.

 

A Thomas Pesquet, um astronauta da Agência Espacial Europeia, pedir-se-á também que leve uma pequena bandeira da França na sua viagem rumo à Estação Espacial Internacional, em novembro de 2016.

 

"O ambiente é algo que sempre esteve próximo do meu coração. Quando regressam do Espaço, os astronautas veem sempre um pouco diferentes porque viram a fragilidade da Terra", realçou o francês, de 37 anos.

 

Lusa/SIC Notícias

horadoplaneta às 14:29 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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