Segunda-feira, 14.11.16

Tinan-tinan dezastre natural sira halo ema millaun 26 sai kiak - BM

Dezastre natural sira halo ema millaun 26 sai kiak tinan-tinan no halo lakon tinan-tinan dolar biliaun 520 iha konsumu, fó sai hosi relatóriu ne'ebé publika iha loron-segunda ne'e hosi Banku Mundial. 

 

Ambiente hafoin pasajen hosi furakaun Matthew iha Baracia, Cuba,  iha loron 07 Outubru 2016. Foto@ Alejandro Ernesto /EPA

 

Ho títulu "'Unbreakable: Building the Resilience of the Poor in the Face of Natural Disasters", relatóriu hosi Banku Mundial no hosi Instituisaun Global hodi Hamenus Dezastre sira no Rekuperasaun (GFDRR) aviza katak impaktu humanu no ekonómiku hosi fenómenu klimátiku todan sira hanesan aat liu duké kalkula.

 

"Xoke klimátiku todan sira ameasa muda dékada sira progresu nian hasoru kiak", hatete hosi prezidente hosi Grupu Banku Mundial nian, Jim Yong Kim, ne'ebé haktuir iha komunikadu instituisaun nian.

 

"Tempestade sira, inundasaun sira no rai-maran iha konsekuénsia maka'as ema nian no ekonómiku, ho ema kiak sira dalabarak selu folin ne'ebé aas tebes. Harii kapasidade hodi ultrapasa dezastre sira halo sentidu iha ekonomia no mós hanesan obrigasaun moral", nia hatutan.

 

Fó sai durante konferénsia Klima ONU nian (COP22), ne'ebé hala'o iha Marrakech, relatóriu analiza efeitu sira hosi fenómenu klimátiku maka'as sira iha medida rua: ida maka estraga patrimonial sira no estraga sira iha moris di'ak, ne'ebé permiti avalia ho di'ak estraga sira ba ema kiak sira, tanba "lakon dolar ida laiha signifikadu hanesan ba ema riku ida duké ba ema kiak ida".

 

Iha nasaun 117 ne'ebé maka hala'o estudu, autor sira hakerek, efeitu maka'as klimátiku sira nian iha moris di'ak, sukat iha estraga sira iha konsumu, hanesan boot liu duké estraga patrimonial sira nian.

 

Tanba efeitu sira hosi dezastre natural sira afeta maka'as ema kiak sira, ne'ebé iha kapasidade limitadu hodi bele hasoru ho efeitu sira, relatóriu kalkula katak impaktu iha moris di'ak hosi nasaun sira ne'e sei hanesan ho estraga sira iha konsumu ho folin dolar biliaun 520. Kálkulu ne'e ultrapasa previzaun sira ne'ebé halo antes to'o 60%.

 

Investigador sira fó ezemplu katak, karik bele evita dezastre natural sira hotu iha nasaun ualu ne'ebé hetan estudu, númeru hosi ema sira ne'ebé iha kiak maka'as - ne'ebé moris la to'o dolar ida loron ida - sei tuun ba millaun 26.

 

Fó sai durante konferénsia klima ONU nian (COP22), ne'ebé hala'o iha Marrakech to'o loron 18, relatóriu subliña urjénsia hodi foti polítika matenek sira sira kona-ba klimátiku sira, hodi protege di'ak ema sira ne'ebé fraku liu.

 

Ema kiak sira hanesan hasoru liu dezastre natural sira, lakon tan sira nia rikusoin, no dalabarak laiha apoiu sira hosi família, hosi sistema finanseiru ka hosi governu sira.

 

Relatóriu hosi Banku Mundial uza métodu foun hodi sukar estraga sira ne'ebé halo hosi dezastre sira, kontabiliza todan ne'ebé la hanesan hosi dezastre natural sira iha ema kiak sira.

 

Autor sira fó ezemplu katak siklone Nargis, ne'ebé afeta ona Myanmar iha tinan 2008, halo agrkultor barak hosi nasaun ne'e tenki fa'an sira nia propriedade, inklui rai, hodi halo kmaan todan hosi tusan sira ne'ebé sira hetan tanba dezastre. Impaktu ekonómiku no sosial sira hosi siklone Nargis sei senti hosi jerasaun sira, alerta hosi sientista sira.

 

Relatóriu avalia, ba dala uluk, benefísiu sira hosi intervensaun sira ne'ebé permiti aumenta kapasidade hodi hasoru dezastre iha nasaun sira ne'ebé estudadu, inklui sistema sira alerta nian, asesu hodi hadi'a banka pesial, polítika sira seguru nian no sistema sira protesaun sosial ne'ebé permiti tulun ema sira hodi hatán no rekupera di'ak hosi xoke sira.

 

Medida sira ne'e sei tulun nasaun sira no komunidade sira hodi poupa dolar biliaun 100 tinan-tinan no hamenus impaktu sira hosi dezastre sira iha moris di'ak ba 20%.

 

"Nasaun sira hasoru aumentu hosi númeru sira xoke nian ne'ebé derepente hanesan rezultadu hosi alterasaun klimátiku sira", hatete hosi Stephane Hallegatte, ekonomista hosi GFDRR, hodi hatutan katak "ema kiak sira presiza protesaun sosial no finanseiru hasoru dezastre sira ne'ebé labele evita".

 

"Ho polítika sira ne'ebé ita hatene katak sei hanesan efikaz, ita iha oportunidade hodi evita atu ema millaun resin sai kiak", nia hakotu.

 

ho Lusa

horadoplaneta às 13:42 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Desastres naturais atiram anualmente 26 milhões de pessoas para a pobreza - BM

Os desastres naturais atiram para a pobreza 26 milhões de pessoas todos os anos e provocam perdas anuais de 520 mil milhões de dólares no consumo, revela um relatório hoje publicado pelo Banco Mundial. 

 

O ambiente depois da passagem do furacão Matthew em Baracia, Cuba, no dia 07 de Outubro de 2016. Foto@ Alejandro Ernesto /EPA

 

Intitulado "Inquebrável: Construir a Resiliência dos Pobres Perante Desastres Naturais", o relatório do Banco Mundial e da Instituição Global para a Redução de Desastres e Recuperação (GFDRR) avisa que o impacto humano e económico dos fenómenos climáticos extremos é muito mais devastador do que se pensava.

 

"Os choques climáticos severos ameaçam fazer reverter décadas de progressos contra a pobreza", disse o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, citado num comunicado da instituição.

 

"As tempestades, as inundações e as secas têm graves consequências humanas e económicas, com os pobres a pagarem muitas vezes o preço mais elevado. Construir resiliência aos desastres não só faz sentido em termos económicos, como é um imperativo moral", acrescentou.

 

Divulgado durante a conferência do Clima da ONU (COP22), a decorrer em Marraquexe, o relatório analisa os efeitos dos fenómenos climáticos extremos em duas medidas: as perdas patrimoniais e as perdas no bem-estar, o que permite avaliar melhor os danos para os pobres, já que "perdas de um dólar não significam o mesmo para uma pessoa rica do que para uma pessoa pobre".

 

Em todos os 117 países estudados, escrevem os autores, o efeito dos extremos climáticos no bem-estar, medido em perdas no consumo, é maior do que nas perdas patrimoniais.

 

Uma vez que os efeitos dos desastres naturais afetam desproporcionadamente os pobres, que têm uma capacidade limitada para lidar com eles, o relatório estima que o impacto no bem-estar nesses países seja equivalente a perdas no consumo de 520 mil milhões de dólares por ano. Esta estimativa ultrapassa todas as previsões anteriores em até 60%.

 

Os investigadores exemplificam que, se fosse possível evitar todos os desastres naturais em oito países estudados, o número de pessoas na pobreza extrema - que vivem com menos de um dólar por dia - cairia em 26 milhões.

 

Divulgado durante a conferência do clima da ONU (COP22), a decorrer em Marraquexe até dia 18, o relatório sublinha a urgência da adoção de políticas inteligentes em termos climáticos, para melhor proteger os mais vulneráveis.

 

Os pobres estão tipicamente mais expostos aos desastres naturais, perdendo mais na proporção da sua riqueza, e muitas vezes não têm apoios, seja da família, dos sistemas financeiros ou dos governos.

 

O relatório do BM usa um novo método para medir os danos dos desastres, contabilizando o peso desigual dos desastres naturais nos pobres.

 

Os autores exemplificam que o ciclone Nargis, que afetou a Birmânia (Myanmar) em 2008, forçou até metade dos agricultores do país a vender propriedades, incluindo terra, para aliviar o peso da dívida que contraíram devido ao desastre. As repercussões económicas e sociais do Nargis sentir-se-ão por gerações, alertam.

 

O relatório avalia, pela primeira vez, os benefícios de intervenções que permitam aumentar a resiliência nos países estudados, incluindo sistemas de alerta, acesso melhorado à banca pessoal, políticas de seguros, e sistemas de proteção social que permitam ajudar as pessoas a responder e a recuperar melhor dos choques.

 

Combinadas, estas medidas ajudariam os países e as comunidades a pouparem 100 mil milhões de dólares por ano e a reduzirem o impacto dos desastres no bem-estar em 20 por cento.

 

"Os países enfrentam um número crescente de choques inesperados como resultado das alterações climáticas", disse Stephane Hallegatte, economista da GFDRR, acrescentando que "os pobres precisam de proteção social e financeira contra os desastres que não podem ser evitados".

 

"Com as políticas que sabemos serem eficazes, temos a oportunidade de evitar que milhões de pessoas caiam na pobreza", concluiu.

 

com Lusa

horadoplaneta às 12:13 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 09.11.16

Os últimos cinco anos foram os mais quentes de sempre

Os efeitos das alterações climáticas tornaram-se mais frequentes nos últimos anos, com o período 2011-2015 a ser o conjunto de cinco anos mais quente desde que há registos, segundo um relatório das Nações Unidas divulgado esta terça-feira (08/11) em Marrocos. 

 

 

As alterações climáticas têm provocado mais ondas mortais de calor, mais furacões, inundações e secas, que têm sido mais frequentes e intensas nos últimos anos. Segundo dados divulgados pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), à margem das negociações da ONU sobre o clima, que decorrem em Marraquexe, a pegada ecológica dos seres humanos é cada vez mais visível nos fenómenos climáticos.

 

A última meia década foi o período de cinco anos mais quente desde que há registos, com 2014 e 2015 a serem os mais quentes de todos os anos. Segundo a OMM, organização do universo das Nações Unidas, 2016 pode mesmo bater 2014 e 2015.

 

A mudança climática "tem aumentado os riscos de eventos extremos, tais como ondas de calor, secas, chuvas e inundações prejudiciais", disse o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, citado pelas agências France Presse e AP.

 

Cerca de 300 mil pessoas morreram em catástrofes estimuladas pelos fenómenos climáticos, durante o período 2011-2015.

 

A grande maioria do excesso de mortalidade - a atribuída ao impacto adicional da mudança climática - ocorreu durante a 2010-2012, nas secas da África Oriental. O furacão Haiyan nas Filipinas, em 2013, e as ondas de calor na Índia e no Paquistão, em 2015, foram outros dos fenómenos que mais contribuíram para a mortalidade provocada por fenómenos extremos.

 

De acordo com o relatório divulgado em Marraquexe, a cobertura de gelo do Ártico, no verão, esteve 28% abaixo da média de 1981-2010, alcançando o nível mais baixo em 2012. Pelo contrário, o gelo no mar Antártico ficou acima da média, especialmente no inverno.

 

Também a superfície de gelo derretido na Gronelândia – que contribui para a elevação do nível do mar –, no período de 2011 a 2015, continuou em valores acima da média, registados todos os cinco anos, de 1981 a 2010.

 

com Lusa

horadoplaneta às 16:41 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 08.11.16

Mosambike hanesan nasaun ida ne'ebé afetadu liu hosi fenómenu klimátiku iha 2015 - estudu

Mosambike sai hanesan nasaun ida ne'ebé afetadu liu iha tinan 2015 ho fenómenu klimátiku todan sira no kuaze metade hosi Estadu sira ne'ebé hetan estraga situa iha Áfrika, konklui hosi relatóriu ida ne'ebé publika iha loron-tersa ne'e iha Marrakech iha okaziaun hosi konferénsia ONU nian kona-ba klima (COP22)

 

Foto@ António Silva /EPA

 

"Áfrika hanesan fraku tebes hasoru impaktu hosi alterasaun klimátiku sira", subliña hosi Sönke Kreft, autor prinsipal hosi "índice anual hosi risku klimátiku sira nian" ba dala 12 ne'ebé publika hosi organizasaun la'ós governu nian Germanwatch.

 

Iha jeral, nasaun kiak sira hasoru liu tempestade sira, rai-manas maka'as, bee-sa'e ka rai-maran, fenómenu sira ne'ebé nia intensidade no frekuénsia aumenta tanba efeitu hosi akesimentu global.

 

"Divizaun hosi fenómenu klimátiku sira la justu", Kreft hatutan no fó hanoin katak nasaun sira ne'ebé iha dezenvolvimentu tuir istória hanesan de'it responsável hosi parte ida ne'ebé ki'ik tebes hosi emisaun gás sira ho efeitu estufa ne'ebé hanesan orijen hosi fenómenu sira ne'e.

 

Índise hosi Germanwatch rejista akontesimentu todan sira iha nasaun 180, ho baze iha informasaun sira hosi seguradora alemaun MunichRe, no sira seluk.

 

Iha tinan 2015, nasaun ne'ebé afetadu liu hosi fenómenu klimátiku sira maka Mosambike, ho ema na'in 351 mate tanba fenómenu todan sira ne'ebé hamosu ona estraga ho folin dolar millaun 500.

 

Autor sira estudu nian fó hanoin katak iha tinan liubá akontese iha Mosambike inundasaun todan sira ne'ebé mosu tanba udan maka'as ne'ebé hahú iha fulan-Dezembru 2014 no dura ona to'o fulan-Janeiru 2015 nia rohan ka liu. Ema rihun 325 resin maka hetan afeta hosi inundasaun sira ne'e iha Mosambike no ema na'in 163 mate.

 

Bee-sa'e sira hamosu mós konsekuénsia todan sira iha infraestrutura sira no iha agrikultura no hamosu epidemia sira hanesan kólera.

 

Nasaun sira seluk ne'ebé afetadu ho fenómenu klimátiku ne'e iha tinan 2015 maka Dominika, Maláui, Índia, Vanuatu, Birmánia, Bahamas, Gana, Madagáskar ho Xile.

 

Áfrika, kontinente ne'ebé simu COP22, ne'ebé hala'o hela iha Marrakech to'o loron 18 oinmai, hanesan kontinente ne'ebé afetadu tebes, ho nasaun haat maka afetadu entre nasaun 10 (Mosambike, Maláui, Gana ho Madagáskar).

 

Entre nasaun afrikanu sanulu ne'ebé afetadu liu iha 2015 hosi fenómenu klimátiku sira ne'ebé todan iha nasaun haat ho lian portugeza: Mosambike (pozisaun dahuluk), Cabo Verde (pozisaun daualuk), Guiné-Bissau (pozisaun dasia) no Angola (pozisaun 10). Mosambike hanesan mós nasaun afrikanu daruak ne'ebé afetadu liu iha tinan 20 ikus ne'e.

 

Hosi tinan 1996 no 2015, epizódiu todan sira besik 11.000 halo ona ema rihun 528 mate iha mundu, haktuir hosi relatóriu. Tempestade sira, rai-manas no bee-sa'e sira presiza folin dolar biliaun 3.000 iha períudu hanesan.

 

Hosi nasaun sanulu ne'ebé afetadu liu iha dékada rua ikus ne'e, sia hanesan nasaun sira ne'ebé iha dezenvolvimentu iha grupu hosi Estadu sira ho rendimentu ki'ik no médiu-ki'ik.

 

ha tinan 20 nia laran, nasaun sira ne'ebé afetadu liu maka Honduras, Birmánia no Haiti.

 

Filipina, Bangladexe, Pakistaun, Vietnam ho Tailándia afetadu mós iha parte ema nian no mós iha parte osan nian.

 

Germanwatch nia rangking bazeia hosi númeru absolutu hosi ema sira ne'ebé mate no hosi taxa mate ne'ebé asosiadu ho fenómenu klimátiku sira nune'e mós lakon iha nível finanseiru absolutu no lakon tuir unidade PIB nian.

 

Konferénsia Klima ONU nian ba dala 22 halao to'o loron 18 Novembru ho konkretizasaun ba debate hosi Akordu Paris nian ne'ebé hetan iha tinan liubá.

 

ho Lusa

horadoplaneta às 15:13 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Moçambique foi o país mais afetado por fenómenos climáticos em 2015 - estudo

Moçambique foi o país mais afetado em 2015 pelos fenómenos climáticos extremos e quase metade dos Estados mais atingidos estão em África, conclui um relatório hoje publicado em Marraquexe, por ocasião da conferência da ONU cobre o clima (COP22)

 

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Foto@ António Silva/EPA

 

"A África é particularmente vulnerável aos impactos das alterações climáticas", sublinhou Sönke Kreft, autor principal do 12.º "índice anual dos riscos climáticos" publicado pela organização não-governamental Germanwatch.

 

De maneira geral, os países pobres são os mais expostos às tempestades, ondas de calor, inundações ou secas, fenómenos cuja intensidade e frequência aumenta sob o efeito do aquecimento global.

 

"A repartição dos fenómenos climáticos não é equitativa", acrescentou Kreft, lembrando que os países em desenvolvimento só são historicamente responsáveis por uma parte muito pequena das emissões de gases com efeito de estufa na origem destes fenómenos.

 

O índice da Germanwatch regista os acontecimentos extremos em 180 países, com base em dados da seguradora alemã MunichRe, entre outros.

 

Em 2015, o país mais afetado por fenómenos climáticos foi Moçambique, com 351 mortes atribuíveis aos fenómenos extremos, que provocaram danos estimados em 500 milhões de dólares.

 

No ano passado, recordam os autores do estudo, Moçambique foi atingido por graves inundações que resultaram de chuvas intensas que começaram em dezembro de 2014 e duraram até ao fim de janeiro de 2015 ou mais. Cerca de 325 mil pessoas foram afetadas pelas inundações em Moçambique e 163 pessoas morreram.

 

As inundações também provocaram consequências severas nas infraestruturas e na agricultura e levaram a surtos de doenças como a cólera.

 

Os restantes países mais afetados pelos fenómenos climáticos em 2015 são a Dominica, Maláui, Índia, Vanuatu, Birmânia, Bahamas, Gana, Madagáscar e Chile.

 

A África, continente que acolhe a COP22, a decorrer em Marraquexe até dia 18, é particularmente afetada, com quatro dos 10 países mais atingidos em 2015 (Moçambique, Maláui, Gana e Madagáscar).

 

Entre os 10 países africanos mais afetados em 2015 pelos fenómenos climáticos extremos estão quatro países de língua portuguesa: Moçambique (1.º lugar), Cabo Verde (8.º), Guiné-Bissau (9.º) e Angola (10.º). Moçambique é também o segundo país africano mais afetado nos últimos 20 anos.

 

De 1996 a 2015, perto de 11.000 episódios extremos mataram 528 mil pessoas no mundo, sublinha o relatório.

 

Tempestades, vagas de calor e inundações custaram mais de 3.000 mil milhões de dólares (2.700 mil milhões de euros) no mesmo período.

 

Dos dez países mais afetados nas duas últimas décadas, nove eram países em desenvolvimento no grupo dos Estados de baixo e médio-baixo rendimento.

 

Ao longo destes 20 anos, os países mais afetados foram as Honduras, a Birmânia e o Haiti.

 

As Filipinas, o Bangladesh, o Paquistão, o Vietname e a Tailândia foram também particularmente afetados, tanto em termos humanos como financeiramente.

 

O ranking da Germanwatch tem em conta o número absoluto de mortos e a taxa de mortalidade associada aos fenómenos climáticos, assim como as perdas financeiras absolutas e as perdas por unidade do PIB.

 

A 22.ª conferência do clima da ONU decorre até 18 de novembro com a concretização do Acordo de Paris, alcançado no ano passado, na ordem do dia.

 

com Lusa

horadoplaneta às 14:36 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 07.11.16

Konferénsia ONU nian hahú ona hodi "avansa ba asaun klimátiku"

Konferénsia ONU nian ba dala 22 kona-ba alterasaun klimátiku (COP22) hahú ona, halibur ema rihun 20 resin, iha Maroko, hodi konkretiza kompromisu sira ne'ebé asumi ona iha Akordu Paris nian, hasoru akesimentu global. 

 

Bandeira sira hosi nasaun sira ne'ebé partisipa iha Konferénsia ONU nian (COP22) iha Marrakesh, Maroko. Foto@ Mohamed Messara / EPA


"Marrakesh hanesan momentu ida hodi avansa ba asaun klimátiku", hatete hosi responsável ba Klima iha ONU, Patricia Espinosa, bainhira loke konferénsia, hodi apela ba nasaun sira hodi foti lalais medida sira.

 

Konferénsia ba dala 22 hanesan oportunidade ida "hodi inventa mundu futuru ida no konsege justisa klimátiku ida2, deklara ona hosi Ségolène Royal, ministra Ambiente Fransa nian no prezidente hosi simeira ne'ebé apoia Akordu Paris nian, iha tinan liubá, ne'ebé asina hosi Estadu hamutuk 192 no ratifika tiha ona hosi nasaun atus resin.

 

"Ha'u halo apelu ida ba nasaun sira ne'ebé seidauk ratifika [Akordu Paris nian] hodi halo ratifikasaun to'o tinan ne'e nia rohan", nia insisti.

 

Xefe diplomasia marokinu nian, Salaheddine Mezouar, ne'ebé prezidi COP22, apela ona ba mundu hodi "mantén espíritu" Paris nian, ne'ebé signifika ona "mobilizasaun ida ne'ebé nunka akontese", ne'ebé hatudu iha akordu ne'ebé adopta iha tinan 2015 nia rohan.

 

"Buat ne'ebé maka tenki trata la'ós de'it alterasaun klimátiku maibé kestaun ida sivilizasaun nian no dezenvolvimentu ekonómiku", nia hatutan hodi apela ba nasaun sira atu "iha liu ambisaun".

 

Ministru marokinu subliña mós "responsabilidade koletivu" hodi hatán ba nesesidade sira hosi nasaun sira ne'ebé fraku, hodi konfirma deklarasaun sira hosi ministra franseza, ne'ebé fó hanoin katak "Áfrika hanesan kontinente ida ne'ebé terus liu ho alterasaun klimátiku sira ne'ebé mosu la'ós hosi sira nia responsabilidade".

 

Negosiadór sira iha asuntu oioin hodi konkorda, hodi hala'o paktu ne'e, liuliu ba definisaun hosi regra sira transparénsia nian, aprezentasaun hosi estratéjia nasional sira to'o tinan 2050 no tulun finanseiru ba nasaun sira ne'ebé iha dezenvolvimentu.

 

Regra sira transparénsia nian iha relasaun ho informasaun sira ne'ebé nasaun sira tenki fó kona-ba esforsu sira hodi fó limiti ba sira nia emisaun no progresu sira iha tulun finanseiru públiku sira.

 

Hamutuk ho transparénsia maka'as, akordu hakarak haree ba reforsu ida hosi planu asaun nian hosi nasaun ida-idak, hodi limita akesimentu global ba +2°C aas liu hosi nível pré-industria sira nian.

 

Aleinde objetivu sira hodi limita akesimentu ba +2ºC, Akordu Paris nian hakarak atu nasaun sira hala'o "esforsu tomak ne'ebé presiza" hodi labele ultrapasa 1,5 grau Celsius, evita nune'e "impaktu sira ne'ebé aat liu hosi alterasaun klimátiku sira nian".

 

Maibé, kompromisu atual sira halo planeta iha trajetóriu ida liu +3°C, ka to'o duni 3,4°C, haktuir hosi relatóriu ida ONU nian ne'ebé fó sai foin lalais ne'e.

 

Hodi bele mantén akesimentu ki'ik liu hosi +2ºC, emisaun sira gás ho efeitu estufa tenki para aumenta no hafoin ne'e tenki hamenus entre 40 no 70 %, entre tinan 2010 no 2050, haktuir hosi espesialista sira.

 

Antes, paralizasaun hodi hamenus emisaun gás sira ho efeitu estufa implika opsaun klean ida hosi enerjia verde sira no husik kombustivel fossil sira (petróleu, karvaun no gás).

 

Presiza investimentu sira barak hodi halo área habitasaun sira, transporte sira no indústria sira ladún depende ba enerjia, nune'e mós hanesan ho polítika foun sira agríkola nian no hahán nian.

 

Ne'e signifika katak nasaun sira tenki halo liu buat barak duké kompromisu sira ne'ebé sira asumi iha Akordu Paris nian.

 

Tema finansiamentu nian sei tama mós iha debate, hanesan mós ho ajuda públiku ba nasaun sira iha dezenvolvimentu ho folin dolar biliaun 100, ne'ebé promete to'o tinan 2020, hanesan objetivu hodi halo "matak liután" finansa mundial sira nian.

 

ho Lusa

horadoplaneta às 15:49 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Conferência das Nações Unidas já começou para "avançar a ação climática"

A 22.ª conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas (COP22) já começou, reunindo perto de 20 mil pessoas, em Marrocos, para concretizar os compromissos assumidos no Acordo de Paris, contra o aquecimento global. 

 

 

As bandeiras dos países participantes da Conferência das Nações Unidas (COP22) em Marraquexe (Marrocos). Foto@ Mohamed Messara / EPA

 

"Marraquexe é o momento de fazer avançar a ação climática", exortou a responsável pelo Clima nas Nações Unidas, Patricia Espinosa, na sessão de abertura da conferência, apelando aos países que acelerem as medidas a tomar.

 

A 22.ª conferência é uma oportunidade “para inventar um mundo futuro e conseguir uma justiça climática", declarou Ségolène Royal, ministra do Ambiente francesa e presidente da cimeira que firmou o Acordo de Paris, no ano passado, assinado por 192 Estados e já ratificado por uma centena.

 

"Lanço um apelo aos países que ainda não ratificaram [o Acordo de Paris], a fazê-lo antes do final do ano", instou.

 

O chefe da diplomacia marroquina, Salaheddine Mezouar, que preside à COP22, apelou ao mundo para "manter o espírito" de Paris, que significou uma "mobilização sem precedentes", traduzida no acordo adotado em finais de 2015.

 

“O que está em jogo não são só as alterações climáticas, mas uma questão de civilização e de desenvolvimento económico”, frisou, apelando aos países que sejam “mais ambiciosos”.

 

O ministro marroquino sublinhou ainda a “responsabilidade coletiva” para responder às necessidades dos países mais vulneráveis, corroborado pelas declarações da ministra francesa, que lembrou que “África é o continente que sofre mais com as alterações climáticas sem ter responsabilidade por elas”.

 

Os negociadores ainda têm muitas matérias para acordar, de forma a tornar o pacto operacional, nomeadamente a definição de regras de transparência, a apresentação das estratégias nacionais até 2050 e a ajuda financeira aos países em desenvolvimento.

 

As regras de transparência dizem respeito às informações que os países deverão fornecer sobre os esforços para limitar as suas emissões e os progressos nas ajudas financeiras públicas.

 

Paralelamente a uma maior transparência, o acordo prevê um reforço dos planos de ação de cada país, com vista a limitar o aquecimento global a +2°C acima dos níveis pré-industriais.

 

Além do objetivo de limitar o aquecimento a +2ºC, o Acordo de Paris prevê que os países realizem "todos os esforços necessários" para que não se ultrapassem os 1,5 graus Celsius, evitando assim "os impactos mais catastróficos das alterações climáticas".

 

No entanto, os compromissos atuais colocam o planeta numa trajetória de +3°C, ou até mesmo 3,4°C, segundo um relatório das Nações Unidas recentemente divulgado.

 

Para conseguir manter o aquecimento abaixo dos +2ºC, as emissões de gases com efeito de estufa têm de parar de aumentar e depois têm de ser reduzidas entre 40 e 70 por cento, entre 2010 e 2050, segundo os especialistas.

 

A estagnação e, posteriormente, a redução das emissões de gases com efeito de estufa implicam uma opção profunda por energias verdes e o abandono dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão e gás).

 

Serão precisos investimentos avultados para tornar os setores da habitação, dos transportes e da indústria menos dependentes de energia, assim como novas políticas agrícolas e alimentares. Isto significa que os países terão de fazer mais do que os compromissos assumidos no Acordo de Paris.

 

O tema do financiamento estará também no coração do debate, tanto em relação à ajuda pública aos países em desenvolvimento de 100 mil milhões de dólares, prometidos até 2020, como ao objetivo de tornar "mais verdes" as finanças mundiais.

 

com Lusa

horadoplaneta às 14:45 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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