Segunda-feira, 29.02.16

Sociedade civil timorense apela a apoio empresarial lusófono a projetos sustentáveis

O responsável de uma das principais organizações da sociedade civil timorense pediu, no passado sábado, a empresários lusófonos para se juntarem aos esforços de desenvolvimento de projetos sustentáveis no país que, na agricultura e turismo, já beneficiam centenas de famílias.  

 

Foto@ Rui Ramos ba SAPO Timor-Leste

 

"Estes projetos estão a aumentar o consumo mais variado de alimentos, a aumentar o acesso à escola, saúde e medicamentos e a melhorar as competências pessoais e sociais através do contacto com os turistas", explicou Virgílio Guterres, diretor da ONG Haburas.

 

"Gostaríamos que se juntassem a nós para poder melhorar a qualidade e a quantidade da oferta que a natureza de Timor-Leste nos oferece, com apostas nesta área do turismo, que é um pilar importante para o desenvolvimento do país", afirmou.

 

Guterres, que intervinha no 1.º Fórum Económico Global da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Díli, detalhou projetos de desenvolvimento sustentável e de energias renováveis aplicados nos últimos anos em Timor-Leste pelas organizações Haburas e Raebia que incluem apoio na formação nos diversos setores do turismo, em agroecologia e "na preservação da identidade cultural timorense".

 

Até final do ano passado, os programas de agroecologia tinham permitido a 600 agricultores aplicar técnicas de agricultura sustentável, com colheitas mais produtivas. Foi reduzida a destruição das florestas e um grupo de mulheres conseguiu receitas de 3.000 dólares na venda de mandioca frita, com 300 famílias a realizarem 21 mil plantações de madeira e 22 mil de frutos e plantas industriais entre 2012 e 2015.

 

Por fazer, destacou, está, por exemplo, a criação de uma rede de armazenagem e comercialização de produtos hortícolas e agrícolas nos supermercados e mercados do país, a criação de pequenas indústrias transformadores e melhorar o cultivo e a produção animal.

 

No campo energético, o objetivo é desenvolver energias renováveis, nomeadamente, no biogás e na energia solar.

 

com Lusa

horadoplaneta às 14:21 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Sosiedade sivil timoroan apela ba apoiu emprezariál luzófonu ba projetu sustentável sira

Responsável hosi organizasaun prinsipál ida hosi sosiedade sivil timoroan nian husu ona, iha loron-sábadu liubá, ba emprezáriu luzófonu sira hodi halibur esforsu sira dezenvolvimentu ba projetu sustentável sira iha nasaun ne'ebé, agrikultura ho turizmu, fó ona benefísiu ba família atus resin. 

 

Foto@Rui Ramos ao SAPO Timor-Leste

 

"Projetu sira ne'e aumenta daudaun konsumu ba hahán oioin, aumenta asesu ba eskola, saúde no ai-moruk sira no hadi'a kompeténsia ema sira nian no sosiál liuhosi kontaktu ho turista sira", esplika hosi diretór ONG Haburas nian, Virgílio Guterres.

 

"Ami hakarak atu imi bele mai hamutuk ho ami hodi bele hadi'a kualidade no kuantidade hosi oferta ne'ebé natureza Timor-Leste nian oferese, ho aposta sira iha área turizmu ne'ebé hanesan baze importante ba dezenvolvimentu nasaun nian", nia hatete.

 

Guterres, ne'ebé ko'alia iha Fórum Ekonómiku Globál dahuluk hosi CPLP nian, iha Díli, hato'o detalle hosi projetu sira dezenvolvimentu sustentável no enerjia renovável sira ne'ebé aplika iha tinan hirak ikus ne'e iha Timor-Leste hosi organizasaun sira Haburas ho Raebia ne'ebé inklui apoiu iha formasaun ba área oioin hosi turizmu, iha agroekolojia no "iha prevensaun ba identidade kultural timoroan nian".

 

To'o tinan 2015 nia rohan, programa sira hosi agroekolojia permiti ona ba agrikultór na'in 600 hodi aplika téknika agrikultura sustentável nian, ho kolleita ne'ebé produtivu liu. Hamenus ona destruisaun ba ai-laran sira no grupu ida feto sira nian hetan ona osan dolár 3.000 hosi fa'an ai-farina sona, ho família 300 hala'o plantasaun rihun 21 ai nian no rihun 22 ba ai-fuan sira no ai industriál sira entre tinan 2012 no 2015.

 

Nia destaka katak sei halao kriasaun rede ida armazenajen nian no komersializasaun hosi produtu hortíkola sira no agríkola sira nian iha supermerkadu sira no iha merkadu sira nasaun nian, harii indústria transformadór ki'ik sira no hadi'a kultivu no produsaun animál nian.

 

Iha kampu enerjétiku, objetivu maka dezenvolve enerjia renovável sira, liuliu, iha biogás no iha enerjia solár.

 

ho Lusa

horadoplaneta às 14:18 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Sexta-feira, 20.11.15

Proposta painel CPLP nian kona-ba alterasaun klimátika

Brazileiru Tércio Ambrizzi, espesialista kona-ba alterasaun klimátika, horisehik iha Lisboa, husu atu kria painel intergovernamentál ida ne’ebé envolve membru hothotu hosi Komunidade Nasaun Lian Portugés (CPLP), atu nune’e bele estuda no apoia desizór sira kona-ba fenómenu ne’e.


 

Profesór hosi Universidade de São Paulo, Brazil, husu ona atu kria "painel intergovernamentál" ida hosi komunidade luzófona nomós "núkleo ida hodi fó apoia ba peskiza" kona-ba alterasaun klimátika, durante nia halo intervensaun iha 1.º Kongresu CPLP nian, kona-ba aletrasaun klimátika, ne’ebé hala’o horisehik no ohin iha Lisboa.

 

"Dalaruma ami sei bele kria buat ne’e, iha ne’e, atu hodi hala’o peskiza no ajuda ema sira ne’ebé foti desizaun kona-ba diresaun tuir mai", defende Tércio Ambrizzi.

 

"Ita tenke hamutuk hodi kria dokumentu úniku ida, atu nune’e bele hatete kona-ba diferensa nomós frakeza hosi ita idaidak, it abele aliár no kombate di’ak liu tan nomós hamenus asaun hosi mudansa klimátika", tuir sujestaun ne’ebé espesialista fó.

 

 

 

Tuir Ambrizzi, kolaborasaun ne’e tenke hala’o liu hosi universidade no investigadór hosi nasaun CPLP oioin, maibé konta ho “suporte inisiál” hosi governu.

 

Iha parte dader, investigadór sira hosi Brazil, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Kaboverde no Portugal aprezenta projetu hirak ne’ebé hala’o iha sira-ninia nasaun, hodi kontraria efeitu hosi alterasaun klimátika, hodi hamosu diferensa entre nasaun hothotu ne’ebé hanesan emisór gaze ho efeitu estufa – hanesan Brazil, Angola ka Portugal – ka hosi ema sira ne’ebé la fó liu sira-ninia kontribuisaun, maski sira maka susetível liu atu sofre impaktu hosi mudansa klima nian.

 

Hosi nasuan luzófona sira, Guiné-Bissau, Kaboverde ho São Tomé e Príncipe maka sai nu’udar nasaun ne’ebé ladun fó kontribuisaun barak ba emisaun gazes ho efeitu estufa, maski nune’e sira maka sofre efeitu hirak ne’e, liu hosi udan been ne’ebé menus ka udan bot ne’ebé sempre akontese, inundasaun, rai-maran ka siklone.

 

"Ita tenke koa’lia ba malu kona-ba diferensa ne’e. Tuir buat lolos, nasaun kiik sira lakontribui, maibé sira maka sofre, liu-liu sira ne’ebé hanesan illa – tasi kontinua bot. Sira bele besik liu tan no aproveita oportunidade ne’e hodi husu ajuda ba nasaun poluidór liu no bele foti kedas asaun ruma", hatutan tan espesialista brazileiru.

 

SAPO TL ho Lusa

horadoplaneta às 02:51 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Proposto painel da CPLP sobre alterações climáticas

O brasileiro Tércio Ambrizzi, especialista em alterações climáticas, propôs ontem em Lisboa a criação de um painel intergovernamental, envolvendo todos os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para estudar e apoiar os decisores sobre este fenómeno.


O professor da Universidade de São Paulo, no Brasil, sugeriu a criação de um "painel intergovernamental" da comunidade lusófona e de um "núcleo de apoio à pesquisa" sobre alterações climáticas, durante a sua intervenção no 1.º Congresso CPLP sobre alterações climáticas, que decorre hoje e sexta-feira em Lisboa.

 

"Talvez pudéssemos pensar criar aqui algo nesse sentido, para o desenvolvimento de pesquisa e ajudar os tomadores de decisão sobre as direções a seguir", defendeu Tércio Ambrizzi.

 

"Devemos juntar-nos para fazer um documento único, para que, sabendo as diferenças e as fraquezas de cada um de nós, nos possamos aliar e combater melhor e mitigar as ações das mudanças climáticas", sugeriu o especialista.

 

Para Ambrizzi, a colaboração deve ser feita através das universidades e investigadores dos diferentes países da CPLP, mas contando com o "suporte inicial" dos governos.

 

Durante a manhã, investigadores do Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Portugal apresentaram projetos a decorrer nos respetivos países para contrariar os efeitos das alterações climáticas, tornando evidente as diferenças entre os países que são emissores de gases com efeito de estufa - como Brasil, Angola ou Portugal - ou outros cujo contributo é quase nulo, mas que são mais suscetíveis de sofrer os impactos das mudanças do clima.

 

Entre os países lusófonos, destacam-se a Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe como países que pouco contribuem para as emissões de gases com efeitos de estufa, mas que sofrem mais com os seus efeitos, como a diminuição das chuvas ou ocorrência de chuvas torrenciais, inundações, secas ou ciclones.

 

"Temos de compatibilizar [estas diferenças]. Na verdade, os pequenos países não contribuem, mas são aqueles que vão sofrer mais, principalmente os que são ilhas - o aumento do nível do mar está a ocorrer e vai continuar a ocorrer. Eles poderiam estar mais próximos e aproveitar a oportunidade de contar com a ajuda dos países mais poluidores, e que deveriam ter uma ação mais imediata", sustentou o especialista brasileiro.

 

@Lusa

horadoplaneta às 02:35 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 24.08.15

Países lusófonos sofrem falta de fundos para sustentabilidade ambiental

Todos os países lusófonos sofrem de falta de fundos para investir na sustentabilidade ambiental, segundo declarou à Rádio ONU o secretário-executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Bráulio Dias.


 

O responsável atentou nas diferentes causas por trás das limitações do investimento dos países de língua portuguesa, que variam segundo a situação política e económica específica de cada país.

 

"Países como Guiné-Bissau, por exemplo, pouco avançaram devido às dificuldades económicas e políticas", explicou, enquanto países como Timor-Leste estão a começar "quase do zero, nestes últimos anos, a fazer um esforço para implementar essa agenda".

 

Angola e Moçambique "têm uma biodiversidade imensa", mas que foi "muito impactada durante todo o período de guerra civil".

 

No entanto, os dois países africanos estão a fazer "um grande esforço de recuperação", nomeadamente Moçambique, que duplicou as áreas protegidas nas últimas décadas.

 

Para o especialista, a prioridade dos esforços da comunidade lusófona africana deve ser o controlo das espécies invasoras e a proteção das que são vulneráveis às mudanças climáticas.

 

Quanto a Portugal, "o grande desafio", considerou, é superar a "crise financeira e poder voltar a ampliar os seus investimentos" na proteção da biodiversidade. "O país tem um Instituto de Conservação da Biodiversidade muito bem estruturado, e programas muito importantes na área da biodiversidade marinha", elogiou.

 

Para o secretário da CDB, o Brasil obtém nota positiva, apresentando "resultados bastante significativos", duplicando a extensão das suas áreas protegidas e sendo "o país que mais reduziu as taxas de desmatamento e desflorestação em todo o mundo nesta última década". "Houve uma redução de mais de 80% das taxas de perda de biodiversidade do Brasil desde 2005 até agora", acrescentou.

 

A CDB é um tratado da Organização das Nações Unidas e um dos mais importantes instrumentos internacionais relacionados ao meio ambiente.

A Convenção foi estabelecida durante a ECO-92 -- a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), realizada no Rio de Janeiro em junho de 1992 -- e é hoje o principal fórum mundial para questões relacionadas com o tema.

 

Mais de 160 países já assinaram o acordo, que entrou em vigor em dezembro de 1993.

 

com Lusa

horadoplaneta às 16:16 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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