Segunda-feira, 21.11.16

Fertilidade dos corais da Grande Barreira afetada por branqueamento - WWF

A fertilidade dos corais da Grande Barreira ficou reduzida este ano pelo fenómeno de branqueamento, o pior registado naquela zona do nordeste australiano, alertou hoje o Fundo Mundial para a Natureza (WWF)

 

 

Anualmente, os corais sincronizam a expulsão de biliões de óvulos e espermatozoides, fenómeno descrito como uma “tempestade de neve submarina”, que faz com que os pólipos dos corais bebés surjam à deriva durante a desova e desçam para se fixar no recife, ajudando-o a crescer ou a reconstruir-se.

 

Contudo, este ano, este evento reprodutivo não sucedeu com toda a sua intensidade, segundo mostram fotografias do WWF na ilha Lizard, no norte da Grande Barreira de Coral.

 

“Primeiro o branqueamento matou muitos dos corais da ilha Lizard e agora os que ficaram têm tido problemas para desovar este ano”, disse o porta-voz daquela organização ambientalista na Austrália, Richard Leck, em comunicado. “O branqueamento teve impacto na fertilidade dos corais que sobreviveram”, acrescentou.

 

A Grande Barreira de Coral, declarada Património da Humanidade em 1981, com 2.500 recifes individuais que albergam corais únicos, 1.500 espécies de peixe e milhares de tipos de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aquecimento da água do mar e do aumento do grau de acidez por causa de uma presença maior de dióxido de carbono na atmosfera.

 

Atualmente, enfrenta a pior crise causada pelo branqueamento dos corais.

 

Este fenómeno acontece quando, devido à subida da temperatura da água do oceano, os corais expelem as algas simbióticas que vivem nos seus tecidos, que lhes imprimem coloração e lhes fornecem nutrientes.

 

A ausência prolongada desse tipo de alga leva à morte dos pólipos de coral.

 

O branqueamento matou este ano 22% dos corais deste ecossistema, apesar de na seção norte da Grande Barreira a taxa de mortalidade ser maior, segundo a WWF.

 

com Lusa

horadoplaneta às 14:20 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 22.06.16

Estado australiano compra criação de gado para proteger a Barreira de Coral

Um estado da Austrália comprou hoje uma criação de gado, que produz resíduos que ameaçam a Grande Barreira de Coral, para contribuir para a proteção deste sítio icónico classificado como património da Humanidade.

 

Foto da Grande Barreira de Coral (Austrália). Mike McNamara © OUR PLACE The World Heritage Collection


A Grande Barreira de Coral teve nos últimos meses o pior episódio de branqueamento devido ao aumento da temperatura da água. Uma grande parte do recife perdeu a cor e cerca de um quarto dos corais morreram.

O recife está também fragilizado pelos resíduos agrícolas. Uma das principais fontes destes resíduos são as criações de gado de Springfield que vão até 560 quilómetros quadrados depois de Cooktown, no estado de Queensland.

O ministro do Ambiente de Queensland, Steven Miles, disse que Springfield gera muitos resíduos que se vão depositar na parte norte da grande barreira, a mais afetada pelo branqueamento.aus

"Os sedimentos e os nutrientes associados têm vários impactos no recife, por isso esta compra de terrenos é determinante", disse a propósito desta compra de sete milhões de dólares australianos (2,5 milhões de dólares).

Estes sedimentos depositam-se no recife, bloqueiam a luz, sufocam os organismos marinhos e constrangem o crescimento do coral e das plantas marinhas.

"Devemos assegurar que o recife tem a melhor hipótese de recuperar deste episódio de branqueamento, garantindo que a água que chega é a mais limpa possível", acrescentou o ministro.

"É necessário reforçar as medidas de controlo da erosão do solo das ravinas e dos rios no norte de Queensland", continuou o ministro.

Segundo os cientistas, vai ser necessário pelo menos dez anos para que a barreira de coral se reabilite e a World Wide Fund For Nature (WWF) estima que a qualidade da água vai ser crucial para a sobrevivência do recife.

"O governo nunca tinha comprado terras para proteger a qualidade da água na grande barreira", disse o porta-voz da WWF australiana, Sean Hoobin, elogiando a decisão "sem precedentes".

"Importantes volumes de lama são despejados desde essa estação até às águas do recife, o que fragiliza o coral", explicou.

"Todas as ações para reduzir a poluição dos resíduos que vêm de Springfield vão ajudar à reconstrução do coral", concluiu.

com Lusa

horadoplaneta às 14:23 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 02.06.16

Salvar Grande Barreira de Coral exige 11.571 milhões de dólares em 10 anos

Melhorar a qualidade da água na Grande Barreira de Coral, no noroeste da Austrália, exige 11.571 milhões de dólares (10.336 milhões de euros) na próxima década, segundo um estudo governamental divulgado hoje. 

 

Foto: AIMS Austrália and New Zealand Out/EPA


Segundo o canal australiano ABC, os valores integram um estudo realizado por um grupo de peritos em qualidade da água e economia que, por falta de tempo, não foi incluído num relatório sobre a Grande Barreira divulgado na semana passada.

 

O governo do primeiro-ministro Malcolm Turnbull destinou um fundo adicional de mais 124 milhões de dólares (110 milhões de euros) para o orçamento do ano financeiro que começa a 01 de julho.

 

O Partido Trabalhista, que quer vencer as eleições de 2 de julho, prometeu 254 milhões de dólares (227 milhões de euros) para salvar a Grande Barreira, declarada Património Mundial e que enfrenta a maior crise de branqueamento de corais da sua história.

 

A maior ameaça à qualidade das águas na Grande Barreira vem dos pesticidas, dos sedimentos, que bloqueiam a luz solar, e do excesso de nutrientes, como o nitrogénio, que tornam os corais mais vulneráveis ao branqueamento.

 

A saúde da Grande Barreira, que conta com 400 tipos de corais, 1.500 espécies de peixes e 4.000 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aumento da temperatura e da acidez da água do mar.

 

com Lusa

 

horadoplaneta às 15:49 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 02.02.16

Estado australiano de Queensland autoriza controverso projeto na Grande Barreira de Coral

O gigantesco projeto mineiro Carmichael, do grupo indiano Adani, muito criticado pelo impacto negativo na Grande Barreira de Coral, ultrapassou hoje mais um obstáculo ao obter autorização para avançar da parte do estado australiano de Queensland. 

 


 

O projeto, no valor de 16.500 milhões de dólares australianos (10.600 milhões de euros), prevê a exploração de uma mina de carvão em Queensland, que, a concretizar-se, tornar-se-á uma das maiores do mundo, mas várias associações de defesa do ambiente têm denunciado os efeitos nefastos para o maior recife de coral do mundo.

 

O impacto sobre o clima, em geral, é outra questão levantada pelas diferentes associações, face à influência do carvão no chamado gás de feito de estufa, algo que não demoveu o Governo australiano em julho de 2014, quando deu «luz verde» ao projeto.

 

Fonte: Diário Digital / Lusa

horadoplaneta às 15:30 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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