Segunda-feira, 16.01.17

Austrália condena Japão por caça de baleias no Oceano Antártico

O Governo da Austrália condenou hoje o Japão por retomar a caça de baleias no Oceano Antártico, após a divulgação de imagens de um cetáceo morto a bordo de um barco japonês que se encontrava em águas protegidas. 

 

 

O ministro do Ambiente, Josh Frydenberg, manifestou "profunda deceção", um dia depois de a organização Sea Shepherd divulgar fotografias e vídeos de uma baleia minke no barco japonês Nisshin Maru.

 

As imagens foram captadas quando o baleeiro navegava dentro do santuário australiano de baleias, perto da Antártida.

 

"A Austrália opõe-se a todas as formas de caça da baleia, [incluindo a] comercial e a chamada 'científica'", disse Frydenberg, em comunicado.

 

A denúncia da Sea Shepherd surgiu depois de o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, se ter reunido no sábado, em Sydney, com o seu homólogo australiano, Malcolm Turnbull, para discutir questões de segurança nacional, cooperação militar e comércio, bem como o tema da caça de baleias, entre outros assuntos.

 

O Japão retomou em novembro a temporada de caça de baleias "com fins científicos" nas águas do Antártico, a sua segunda incursão na zona para estas atividades, após uma paragem de dois anos na sequência de uma ordem do Tribunal Internacional de Justiça.

 

Em 2014, o tribunal, em resposta a um pedido australiano, decidiu que a caça de baleia do Japão não se ajustava aos fins científicos estabelecidos pela Comissão Baleeira Internacional.

 

Até à proibição, as incursões japonesas capturaram 850 exemplares de minke, 50 de baleias jubarte e 50 baleias comuns para fins científicos.

 

com Lusa

horadoplaneta às 10:31 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 11.01.17

Mais de 70% do maior recife de coral do Japão morreu em 2016

Mais de 70% do maior recife de coral do Japão, situado no sudeste do arquipélago, morreu em 2016 devido ao aumento da temperatura das águas, revela um estudo do Ministério do Ambiente nipónico. 

 

 

As águas em redor do recife, situado em frente à ilha de Ishigaki, no arquipélago de Okinawa, registaram no verão passado uma média de dois graus superior ao habitual, causando a descoloração dos corais, refere o texto divulgado hoje pela emissora pública NHK.

 

O departamento ambiental examinou entre novembro e dezembro o recife, que conta com mais de 70 espécies de corais e é considerado um dos mais antigos e de maior extensão do hemisfério norte.

 

A avaliação determinou que 70,1% dos corais morreram por branqueamento.

 

O número representa um notável aumento em relação ao registado nos meses de setembro e outubro, quando se constatou que 97% dos corais tinham sofrido branqueamento e 56% tinha morrido.

 

O ministério japonês indicou que as temperaturas marinhas na zona tinham baixado desde que começou o outono e que alguns corais tinham recuperado, mas alertou que mais podem morrer e que não é certo que o recife vá recuperar.

 

O fenómeno meteorológico El Niño, que causa o aumento das temperaturas da superfície do mar, contribuiu para o branqueamento dos corais em todo o mundo em 2016, incluindo alguns dos maiores recifes protegidos da Austrália, Tailândia ou Maldivas.

 

A descoloração dos corais acontece quando estes enfrentam alterações extremas e constantes de temperatura, luz e nutrientes.

 

Este processo põe em risco a abundância das espécies pesqueiras que dependem dos recifes para abrigo e alimento.

 

No Índico e no Pacífico, se a emissão de gases de efeito estufa continuar ao nível atual, as reservas pesqueiras podem diminuir entre 10% e 30% em 2050, em relação ao período 1970-2000, segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza.

 

com Lusa

horadoplaneta às 15:10 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 03.08.16

Japão doa 2,4 milhões de euros para vítimas da seca em Moçambique

O Governo do Japão vai doar 2,7 milhões de dólares (2,4 milhões de euros) para o apoio de emergência às vítimas da seca em Moçambique, anunciou em comunicado a embaixada nipónica em Maputo. 

 

 

Segundo a nota, a ajuda faz parte de uma verba de cinco milhões de dólares (4,4 milhões de euros) que o Japão vai entregar ao Programa Alimentar Mundial (PAM), para o auxílio às vítimas dos efeitos do fenómeno climático El Niño, na África Austral.

 

"Esta ajuda de emergência destina-se a fornecer alimentos e apoio nutricional para Moçambique, Malaui, Lesoto e Suazilândia, onde as necessidades humanitárias têm vindo a crescer, devido à seca causada pelo fenómeno El Niño", refere o comunicado.

 

Além de comprometer grande parte do primeiro período da época agrícola de 2016, a seca que afeta as províncias do centro e sul de Moçambique deixou 1,5 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar.

 

Para responder com eficácia às necessidades da população, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) está à procura de meios para a construção de infraestruturas mais resistentes e capazes de disponibilizar atempadamente informações para a rápida assistência das pessoas, num plano orçado em cerca de 400 milhões de dólares (355 milhões de euros) por ano.

 

A situação das pessoas afetadas pela seca em Moçambique levou o Governo a decretar em abril "alerta vermelho" para dinamizar as ações de assistência às populações.

 

Moçambique é sazonalmente atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral, mas o sul do país é afetado por secas prolongadas e que este ano atingem também as províncias da região centro.

 

Além de Moçambique, a seca afeta vários países da África Austral, tendo levado o Malaui, a Zâmbia e o Zimbabué a declararem o estado de emergência, devido à falta de alimentos.

 

A estiagem, que dura há mais de um ano, afeta ainda a maior potência da região, a África do Sul, que declarou esta seca como a pior dos últimos cem anos.

 

com Lusa

horadoplaneta às 23:13 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 11.05.15

Japão expulso de associação por caça tradicional aos golfinhos

A Associação Mundial de Zoológicos e Aquários expulsou o Japão por praticar caça tradicional de golfinhos, um método que a organização considera “cruel”.


 

Organização considera que o Japão violou o seu Código de Ética e Protecção Animal e pretende fazer todos os esforços para que nenhum dos países membros adquira golfinhos capturados pelo Japão através da caça tradicional.

 

A notícia é veiculada esta segunda-feira pela imprensa nipónica, segundo a qual a WAZA (a sigla inglesa da associação) tomou a decisão no final de Abril, após a Associação japonesa de Zoológicos e Aquários (JAZA) reafirmar o seu apoio à caça de golfinhos levada a cabo todos os anos na localidade de Taiji, prefeitura de Wakayama.

 

A WAZA considera que o Japão violou o seu Código de Ética e Protecção Animal ao praticar de forma reiterada aquele tipo de pesca e pede a todos os Estados-membros que proíbam “a captura de animais selvagens com métodos cruéis e não selectivos”.

 

A associação comprometeu-se também a garantir que nenhum dos seus países adquira golfinhos capturados pelo Japão através daquele método.

A sanção pode afectar os 153 jardins zoológicos e aquários do Japão que adquiram ou recebam exemplares de outros centros, além de prejudicar a indústria pesqueira de Taiji, afirma o jornal nipónico “Asahi”.

 

A caça ao golfinho e outros cetáceos em Taiji ganhou notoriedade internacional ao ser retratada no filme norte-americano “The Cove”, vencedor de um Óscar em 2009.

 

A maioria dos animais são atingidos por um arpão e têm como destino o consumo humano, ainda que uma pequena parte seja capturada viva e vendida a jardins zoológicos e aquários em todo o mundo.

 

As autoridades locais defendem a captura de cetáceos pelo seu valor tradicional e como parte da sua cultura gastronómica.

 

com Renascença


horadoplaneta às 15:46 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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