Terça-feira, 07.04.15

Profesór timor-oan ida deskobre katak uza kafé-teen hodi hetan bee moos

Investigadór timor-oan ida ne’ebé sei atu termina ninia kursu doutoramentu iha Brazil, Julião Pereira deskobre ona katak uza kafé-teen sei di’ak liu fali duké karvaun hodi tais bee moos, tuir informasaun hosi imprensa barzileira.



Julião Pereira, ho tinan 31, halo deskoberta ne’e ba ninia teze doutoramentu iha Universidade Federál Goiás.

 

Tuir rezultadu investigasaun, kafé-teen ne’e halo liu hosi tratamentu ida ne’ebé presija estrasaun hosi produtu ida ne’ebé identifika hanesan “torta kafé” nian nu’udar filtru ida ne’ebé efikas liu duke karvaun ativadu.

 

 “Ha’u sofre maka’as bainhira hemu bee ne’ebé lamoos no ha’u hatene katak ida ne’e maka sai nu’udar problema bot iha ha’u-nia nasaun.

Bainhira ko’alia ho profesór sira, ha’u dehan katak ha’u hakarak maneira ida hodi tau matan kona-ba bee, maski iha ne’ebá (Timor-Leste) ladauk iha tratamentu hanesan halo iha ne’e. Hanoin katak ami presija rekursu simples ida no ha’u dehan katak iha ne’ebá ezisti plantasaun kafé barak no estudu hothotu konsentra ba iha ne’e”, dehan hikas.

 

Investigasaun ne’e orienta hosi profesór Nelson Roberto Antoniosi Filho, kordenadór ba Laboratóriu Métodu Estrasaun no Separasaun (Lames), hahú iha 2009, bainhira Julião Pereira to’o iha Brazil, relasiona ho programa Siénsa Sem Fronteira, hosi Ministériu Edukasaun barzileiru.

 

 “Hafoin hala’o tiha teste oioin hodi verifika karik materiál ne’e bele sustenta poluente barak liu tan, hanesan metais tóxiko ho agrotóxiko, hatudu ona katak efisiente liu fali duke karvaun ativadu ne’ebé ezisti ba iha purifikadór, ne’ebé karun liu”, esplika kordenadór brazileira no sita hosi Globo.

 

 “Ami kria buat ne’ebé baratu liu, afisiente hosi buat ne’ebé atu so’e ba lixu”, dehan.

 

Atu adapta sistema ne’e ba realidade Timór – ne’ebé maka bee moos kontinua sai hanesan risku bot ba saúde públika – investigadór ne’e hahú habai kafé-ten iha loromanas.

 

Ho kafé rahun ne’ebé maran, hanesan materiál ne’ebé sei atu submete ba prosesu estrasaun tolu, primeiru hasai mina kafé nian 15% hodi uza ba indústria alimentísia, biokombustível ka kosmétika.

 

Iha etapa daruak, maka halakon kafé ninia iis/aroma no bele aproveita hikas ba iha indústria alimentísia no bebdida nian, no iha terseira faze maka foti fertilizante ida ne’ebé bele uza duni ba kafeikultura rasik.

 

Produtu ikus maka “torta kafé” produtu ida ne’ebé lamorin ka laiha sabór no ne’ebé filtra bee ho efisiénsia.

Prosesu ne’e demora oras 24 no bele halo filtru ida ne’ebé simples liu ho tesidu algodaun no garafa plástiku ida no bele ho durasaun tinan ida.

 

SAPO TL ho Lusa

 

horadoplaneta às 06:42 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Professor timorense descobre uso de borras de café para obter água potável

Um investigador timorense, Julião Pereira que está a completar o doutoramento no Brasil, comprovou que o uso de borras de café é um sistema três vezes mais eficaz que o do carvão para filtrar água potável, segundo a imprensa brasileira.


 

Julião Pereira, 31 anos, comprovou a descoberta na sua tese de doutoramento que está a realizar na Universidade Federal de Goiás.

Segundo os resultados da investigação, as borras de café passam por um tratamento que permite a extração de um produto identificado como "torta de café" que é um filtro muito mais eficaz do que o carvão ativado.

 

"Eu sofri muito a beber água imprópria e sabia que esse era um problema grave no meu país. Conversando com os professores, eu disse que queria uma maneira de tratar a água, já que lá não existe tratamento como o que é feito por aqui. Pensamos que precisávamos de algum recurso simples e destaquei que lá existem muitas plantações de café e os estudos concentraram-se nisso", lembra.

 

A investigação, orientada pelo professor Nelson Roberto Antoniosi Filho, coordenador do Laboratório de Métodos de Extração e Separação (Lames), começou em 2009, quando Julião Pereira chegou ao Brasil no âmbito do programa Ciência Sem Fronteiras, do Ministério da Educação brasileiro.

 

"Depois de fazer inúmeros testes para verificar se o material poderia reter mais poluentes, como metais tóxicos e agrotóxicos, foi comprovado que é muito mais eficiente do que o carvão ativado, existente nos purificadores, que são mais caros", explicou o coordenador brasileiro, citado pela Globo.

 

"Criámos algo que é muito mais barato, eficiente a partir de algo que iria para o lixo", disse.

 

Para adaptar o sistema à realidade timorense - onde a falta de água potável continua a ser um dos maiores riscos para a saúde pública - o investigador começou por secar as borras do café ao sol.

 

Com a borra de café seca, o material é submetido a três processos de extração, primeiro para retirar 15% de óleo de café, que pode ser usado na indústria alimentícia, de biocombustíveis ou de cosméticos.

 

Na segunda etapa, é extraído o aroma do café, que também pode ser reaproveitado na indústria alimentícia e de bebidas e, finalmente, na terceira fase é extraído um fertilizante, que pode ser utilizado na própria cafeicultura.

 

O produto final é a "torta de café" um produto sem cheiro ou sabor e que filtra a água com eficiência.

 

O processo demora 24 horas e o filtro pode ser construído de uma forma simples com tecido de algodão e uma garrafa de plástico e durar até um ano.

 

@Lusa

horadoplaneta às 06:42 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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