Quinta-feira, 21.04.16

Acordo de Paris contra alterações climáticas recolhe assinaturas na sexta-feira

O acordo de Paris, contra as alterações climáticas, será assinado na sexta-feira, em Nova Iorque, com cerca de 160 Estados com presença confirmada, como Portugal, comprometendo-se a reduzir as emissões e a desistir das energias fósseis.


Numa sessão simbólica marcada para a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), no Dia Mundial da Terra, vai ser assinado o acordo obtido a 12 de dezembro de 2015, depois de difíceis negociações entre 195 países e União Europeia. Portugal será representado pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.

Com o objetivo de entrada em vigor em 2020, no entanto, o acordo só se concretiza quando 55 Estados responsáveis por, pelo menos, 55% das emissões de gases com efeito de estufa o ratificarem.

Depois da adoção do texto em Paris, ainda é necessária a assinatura do acordo, até final de abril de 2017, e a ratificação nacional, consoante as regras de cada país, podendo ser através da votação no parlamento ou de decreto-lei, por exemplo.

Uma das novidades deste documento é a revisão a cada cinco anos das metas de contribuição de cada Estado para tentar parar o aquecimento do planeta e as consequências associadas, como a maior frequência de fenómenos extremos de calor, levando as secas e a incêndios florestais, e de concentração da chuva em períodos curtos de tempo, provocando cheias e inundações, a que se junta a subida do nível do mar.

Ao contrário do antecessor protocolo de Quioto, o documento de Paris é abrangente e apresentado como o primeiro acordo universal sobre alterações climáticas, tanto na redução das emissões de gases com efeito de estufa (ou mitigação), como nas tentativas de encontrar formas de retirar dióxido de carbono da atmosfera, através da reflorestação, por exemplo, ou na adaptação às mudanças do clima.

A poupança e uso eficiente de energia e a aposta nas energias renováveis, não poluentes, em vez das fósseis, são alternativas para proteger o planeta.

Até agora, somente os países desenvolvidos estavam sujeitos a regras mais rigorosas de verificação das medidas.

No acordo de Paris está previsto o alargamento a todas as nações, embora fique prevista alguma flexibilidade, justificada com a diferente capacidade de resposta de cada país.

Entre os principais objetivos do acordo está a manutenção da subida da temperatura média abaixo dos dois graus Celsius (2ºC), que muitos cientistas defendem deveria ser 1,5ºC, relativamente à era pré-industrial.

Porém, apesar da urgência de travar o aquecimento do planeta, as medidas para limitar ou reduzir emissões até 2030, avançadas pelos países, em Paris, são insuficientes para aquela meta e só permitiriam chegar aos 3ºC.

Quanto à ajuda aos países mais pobres, ficou estipulada em 2009 a promessa de 100 mil milhões de dólares (cerca de 91 mil milhões de euros) por ano, a partir de 2020, para desenvolvimento de energias limpas e adaptação, e um novo montante deverá ser definido em 2025.

Resultado da insistência dos países mais vulneráveis, o acordo contempla a ajuda às zonas com perdas relacionadas com situações em que já não é possível a adaptação, devido ao degelo dos glaciares e a subida do nível do mar.

Na semana passada, a ministra do Ambiente francesa, Segolene Royale, que foi a presidente da COP21, disse que o número de presenças confirmadas significa que "'momentum' do acordo de Paris não enfraqueceu", sendo a cerimónia uma oportunidade para os líderes internacionais fazerem "uma declaração forte" sobre a futura política relacionada com o preço do carbono, para encorajar o desenvolvimento da energia limpa.

Além da presença do ministro português do Ambiente, são esperados em Nova Iorque cerca de 60 chefes de Estado, como o francês François Hollande, o vice-primeiro ministro chinês, Zhang Gaoli, o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, ou o secretário de Estado norte-americano, John Kerry.

@Lusa

horadoplaneta às 08:10 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

Akordu Paris kontra alterasaun klimátika rekolla asinatura iha sesta-feira ne’e

Akordu Paris, kontra alterasaun klimátika, sei  assina sesta-feira ne’e , iha Nova Iorque, ho  Estadu ne’ebé nia prezensa konfirmadu 160, hanesan Portugál, komprometidu  ona atu  reduz  emisaun no husik enerjia fósseis.


 

Iha  sesaun  simbólika hala’o iha sede Organizasaun Nasoens  Unidas (ONU), iha Loron  Mundiál Rai, sei  asina akordu ne’ebé aseita ona iha loron  12 dezembru 2015, hafoin negosiasaun difísil entre nasaun 195 no Uniaun Europeia. Portugál sei reprezenta hosi ministru Ambiente, João Matos Fernandes.

 

Ho  nia objetivu atu vigora iha 2020, tamba ne’e, akordu ne’e sei konkretiza bainhira responsivel hosi Estadu 55  , pelumenus, 55% hosi emissaun gás ho efeitu estufa hetan  ratifikasaun.

 

Hafoin  adopta tiha testu ne’e iha Paris, karik bele tenki iha assinatura ba akordu ne’e, to’o  finál abril 2017, no ratifikasaun nasionál, tuir  regra kada nasaun, bele liuhosi votasaun iha parlamentu ka dekretu-lei, hanesan  ezemplu.

 

Mosu buat foun iha dokumentu ne’e maka sei iha revizaun kada tinan lima meta kontribuisaun kada Estadu hodi  tenta hapara akesimentu iha planeta no konsekuénsia sira ne’ebé assosia, hanesan frekuénsia fenómenu rai-manas, rai-maran no  inséndiu florestál, no konsentrasaun ba udan iha tempu ho períodu ne’ebé badak, provoka bee nakonu no inundasaun, haree moos subida iha  nível tasi nian.

 

Kontráriu fali fali ho antesessór protokolu Quioto nian, dokumentu Paris ne’e abranjente liu no aprezenta hanesan akordu universál dahuluk kona-ba alterasaun klimátika, tantu iha redusaun emisaun  gás ho efeitu estufa (ka mitigasaun), hanesan tentativa hodi hetan forma ida hodi hasai  dióxidu karbonu atmosfera nian, liuhosi reflorestasaun, ezemplu, ka adaptasaun mudansa iha klima.

 

Poupansa no uzu efisiente iha enerjia no  aposta iha enerjia renovável, laós poluente, duké fósseis, hanesan alternativa hodi  bele proteje planeta.

To’o  agora, nasaun  dezenvolvidu  sira deit maka iha  regra ne’ebé  rigorozu liu iha verifikasaun ba nia medida sira.

 

Iha  akordu Paris previstu ona atu habelar ba nasaun hotu,  maski previstu flexibilidade balun, ne’ebé justifika  liuhosi  kapasidade resposta diferente  kada nasaun.

 

Entre objetivu prinsipál tuir manutensaun subida temperatura média  grau Celsius rua (2ºC), ne’ebé  sientista barak defende  karik bele 1,5ºC, relasiona ba iha pré-industriál.

 

Ho nune’e, maski urjénsia liu atu hapara akesimentu iha planeta, medida atu limita ka reduz emisaun sei to’o  2030, tuir nasaun sira, iha Paris, lasufisiente ba meta ida ne’e no bele permite deit ba to’o iha 3ºC.

 

Kona-ba  ajuda ba nasaun sira ne’ebé kiak liu, aprova ona iha  2009  promesa sira ho dólar millaun 100 ( besik  euro millaun  91) kada tinan, hahú iha 2020,  hodi bele  dezenvolve enerjia limpa no adaptasaun, no iha montante foun ida ne’ebé sei  define iha 2025.

 

Rezultadu hosi insisténsia nasaun sira ne’ebé  vulnerávl liu, akordu ne’e kontempla ajuda ba zona sira ne’ebé lakon  relesionadu ho situasaun sira labele  adapta, tamba jelu glasiar no subida nível tasi nian.

 

Iha  semana kotuk, ministra Ambiente fransés, Segolene Royale, ne’ebé hanesan  prezidente COP21, hatete katak númeru prezensa konfirmadu signifika katak "'momentum' iha akordu Paris nian latuun", tamba  serimónia ne’e hanesan oportunidade ida atu líder internasionál sira halo" deklarasaun ida forte" kona-ba  futuru polítiku relasionadu ho folin karbonu, hodi enkoraja dezenvolvimentu iha enerjia limpa.

 

Aléinde  marka prezensa ministru portugés Ambiente, hamutuk ona iha  Nova Iorque besik  xefe Estadu 60, hanesan fransés François Hollande, vise-primeiru ministru xinés, Zhang Gaoli, primeiru-ministru kanadianu, Justin Trudeau, ka sekretáriu Estadu norte-amerikanu, John Kerry.

 

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horadoplaneta às 08:04 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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