Quinta-feira, 27.04.17

Moçambique é o país do mundo mais amigo do ambiente

Moçambique é o país do mundo que tem um menor impacto mundial, de acordo com um 'ranking' publicado ontem pela consultora britânica MoneySupermaket, que coloca a Etiópia na segunda posição. 

 

Parque Nacional da Gorongosa, Moçambique

 

Moçambique é um país onde 99,87% da energia consumida é 'verde', e as emissões de dióxido de carbono rondam as 0,1 toneladas por pessoa, com uma reposição de 0,07 árvores abatidas.

 

O 'ranking' apresenta Moçambique como o país mais limpo na utilização de energia, numa lista onde se destacam também as boas classificações da Etiópia, Zâmbia e Lituânia, e na qual Portugal aparece em 72.º.

 

Pelo contrário, a lista dos mais poluidores é liderada por Trindade e Tobago, Estados Unidos da América e Sri Lanka.

 

com Lusa

horadoplaneta às 10:26 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 03.01.17

Poluição coloca em alerta vermelho 25 cidades na China

Vinte e cinco cidades do norte, centro e leste da China estão em alerta vermelho devido à poluição, informaram hoje as autoridades e a imprensa estatal. 

 

 

Este é o primeiro alerta vermelho – o mais elevado – por poluição atmosférica este ano na China.

 

O anúncio junta-se à situação de Pequim e de outras 20 cidades que se encontram em alerta laranja – o segundo mais elevado – pelo mesmo problema.

Outras 16 cidades estão em alerta amarelo.

 

No total, 72 cidades chinesas têm em vigor algum tipo de alerta por poluição atmosférica.

 

A região de Pequim-Tianjin-Hebei, no nordeste, estendeu o seu alerta até à noite de sábado, anunciou hoje o Ministério de Proteção Ambiental.

 

Em alguns locais dessa região, a poluição vai chegar a níveis “muito graves” com concentrações de partículas PM 2,5 (as mais perigosas) até 300 microgramas por metro cúbico (a Organização Mundial de Saúde recomenda um nível máximo de 25).

 

As previsões para a região do nordeste apontam para que no domingo chegue uma frente fria que disperse a neblina e a poluição.

 

A emissão dos alertas é acompanhada por diferentes níveis de restrições para o trânsito, escolas, atividade das indústrias ou obras de construção.

 

Um relatório divulgado na segunda-feira refere que muitas empresas ignoram estas medidas e prosseguem a sua atividade normalmente.

 

com Lusa

horadoplaneta às 11:20 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 02.01.17

Pekin iha alerta laranja to'o loron-kinta tanba poluisaun

Pekin sei iha alerta laranja tanba poluisaun to'o loron-kinta madrugada, fó sai ona hosi autoridade sira hosi kapital xineza iha loron-segunda ne'e. 

 


Alerta ne'e mosu iha loron-sesta no Pekin hadeer iha loron-segunda ne'e ho lalehan azul no ladún iha abun-abun tanba ár malirin ne'ebé mai hosi norte, maibé previzaun sira hatudu katak nível konsentradu sira poluisaun nian sei fila iha loron-tersa no loron-kuarta.

 

Poluisaun maka'as ne'ebé taka nordeste Xina iha loron hirak ikus ne'e obriga ona kanselamentu ba semo aviaun hamutuk 309 iha loron-domingu no taka ona autoestrada sira iha sidade portuáriu Tianjin (iha leste Pekin nian).

 

Alerta laranja implika atu iha bandu iha tránzitu (bele la'o de'it karreta sira iha loron alternadu sira, tuir númeru matríkula nian), bainhira populasaun hetan konsellu hodi hakmatek iha uma, liuliu ba labarik sira no katuas-ferik sira.

 

Fábrika sira no estaleiru sira ne'ebé halo liu poluisaun hamenus ka interompe produsaun, bainhira atividade sira ne'ebé halo eskola sira iha ár livre kansela tiha ona.

 

Tuir norma, alerta laranja hanesan alerta ida ne'ebé aas liu hosi eskala ida to'o haat.

 

Sidade xineza hamutuk 24 hahú tinan 2017 ho alerta mean, alerta ne'ebé aat liu, tanba poluisaun atmosfériku ne'ebé aas tebes.

 

ho Lusa

horadoplaneta às 15:37 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 16.11.16

Pequim em alerta laranja por causa da poluição

As autoridades de Pequim vão ativar à meia-noite de quinta-feira na capital chinesa o alerta laranja por poluição, devido ao espesso manto que deverá cobrir os céus da cidade até domingo, informou a agência oficial Xinhua. 

 

Foto@ Wu Hong / EPA

 

O alerta laranja, o segundo mais alto de uma escala de quatro, será oficialmente ativado à meia-noite (hora local).

 

A concentração de partículas PM 2,5, as mais finas e suscetíveis de se infiltrarem nos pulmões, às 12:00 de hoje estavam fixadas em 165 microgramas por metro cúbico.

 

Apesar de estar muito acima dos 25 microgramas máximos recomendados pela Organização Mundial de Saúde, é inferior ao registado em novembro de 2015, quando por três dias consecutivos se fixou entre 450 e 666 microgramas.

 

Apesar do alto nível de concentração, as autoridades não foram além do um alerta laranja.

 

Foi só entre 07 e 10 de dezembro passado que a capital chinesa decretou o primeiro alerta vermelho, desde que o sistema de cores foi criado, em 2013, depois de críticas por essa decisão não ter sido tomada antes.

 

O alerta laranja implica restrições no trânsito (os carros só podem circular em dias alternados, conforme o número da matrícula), enquanto a população é recomendada a não sair de casa, especialmente crianças e idosos.

 

As fábricas e estaleiros mais poluentes reduzem ou interrompem a produção, enquanto as atividades escolares ao ar livre são canceladas.

 

Segundo a normativa, o alerta laranja é emitido sempre que os níveis de concentração ultrapassem os 200 microgramas. Já o vermelho surge quando se prevê que a poluição se fixe acima daquele nível por pelo menos três dias consecutivos.

 

Os alertas devem ser emitidos pelo menos 24 horas antes de a poluição alcançar o pico.

 

com Lusa

horadoplaneta às 10:15 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 03.11.16

Uma das mais poluentes centrais elétricas da Austrália vai fechar

Uma das mais poluentes centrais de produção de energia elétrica da Austrália vai ser encerrada, anunciou hoje o proprietário, num gesto aplaudido pelos ambientalistas. 

 

Foto@ David Crosling / EPA

 

A Hazelwood, central de produção de eletricidade alimentada a carvão, em Latrobe Valley, no estado de Victoria, vai fechar no próximo mês de março depois de o gigante da energia francês Engie ter decidido que a unidade já não é viável.

 

Cerca de 500 pessoas deverão perder o emprego quando a unidade fechar portas, enquanto outras 250 devem permanecer até 2023 para tratar do desmantelamento da central de lenhite e da reabilitação da mina adjacente. A Engie indicou que também procura vender a central de Loy Yang B, igualmente alimentada a carvão, e a central de produção de eletricidade movida a gás.

 

“A Hazelwood tem atualmente mais de 50 anos. Tem sido um maravilhoso contribuidor para o mercado de eletricidade nacional, mas agora atingiu um ponto em que não é mais viável” economicamente, afirmou o presidente executivo da Engie na Austrália em comunicado.

 

“A Engie na Austrália precisaria de investir muitas centenas de milhões de dólares para garantir uma operação viável e acima de tudo continuamente segura. Dadas as atuais condições e previsões do mercado, esse nível de investimento não se justifica”, disse.

 

A Hazelwood – que fornece um quinto (22%) das necessidades energéticas do estado de Victoria e a 4% das da Austrália – é detida pela Engie (72%) e pela empresa japonesa Mitsui (28%).

 

Paris indicou, no final do ano passado, que a Engie – parcialmente detida pelo governo francês – iria parar de investir no desenvolvimento de centrais alimentadas a carvão, a maior fonte das emissões de dióxido de carbono. A lenhite (carvão castanho) é mais poluente do que o carvão preto, pelo que os ambientalistas aplaudem a medida.

 

“A Hazelwood é uma das centrais mais poluentes da Austrália e uma das poluentes do mundo”, disse a chefe executiva da Fundação para a Conservação Australiana, Kelly O’Shanassy.

 

“É um momento-chave na transição para aquilo que já está em curso – a mudança para energias ‘limpas’”, frisou, considerando que a política energética da Austrália se encontra agora nessa “encruzilhada”.

 

O governo federal revelou um pacote de apoio aos trabalhadores de 43 milhões de dólares australianos (29,6 milhões de euros) que se soma a um outro, de 22 milhões de dólares (15,1 milhões de euros) do governo do estado.

 

O ministro da Energia, Josh Frydenberg, afirmou que vai supervisionar de perto o impacto do encerramento da central. O fecho de Hazelwood segue-se ao de outras centrais em todo o país nos últimos anos.

 

Quase dois terços (63%) da energia elétrica na Austrália é gerada a partir do carvão, segundo dados oficiais de 2014-2015.

 

com Lusa

horadoplaneta às 12:36 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 27.09.16

Angola é o país lusófono com maior mortalidade associada à poluição do ar - OMS

Angola é o país lusófono - e um dos oito países africanos - com maior taxa de mortalidade associada à poluição atmosférica, com 50 pessoas em cada 100 mil a morrerem devido à exposição a ar exterior de má qualidade. 

 

Ar poluido na cidade de Beijing, China. Imagem tirada no dia 22 de Dezembro 2015. Foto@ Wu Hong / EPA

 

Os dados constam do relatório "Poluição do ar ambiente: Uma avaliação Global da Exposição e do peso da doença", hoje divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que conclui que três milhões de pessoas morrem todos os anos por causas associadas à poluição do ar exterior e que 92% da população mundial respira ar poluído.

 

Com recurso a um novo modelo de avaliação da qualidade do ar, a OMS confirma que mais de nove em cada dez humanos vivem em locais onde a qualidade do ar exterior excede os limites definidos.

 

A OMS define como limite uma concentração anual média de 10 microgramas por metro cúbico de partículas finas (PM2,5), valor que, segundo o relatório, é excedido em todos os países lusófonos exceto Portugal (nove) e Brasil (10).

 

Nesta tabela, o país lusófono mais mal classificado é Cabo Verde, que apresenta uma concentração média de 36 microgramas de partículas finas por cada metro cúbico, quando se tem em conta as medições em ambiente rural e urbano.

 

A Guiné Equatorial apresenta uma concentração média anual de 33 microgramas de partículas finas por metro cúbico, a Guiné-Bissau 27, Moçambique 17, Timor-Leste 15 e São Tomé e Príncipe 13.

 

Quando consideradas apenas as medições em ambiente urbano, Angola é o país lusófono com piores resultados, apresentando uma concentração média anual de 42 microgramas de partículas finas por metro cúbico de ar, valor que desce para 27 quando se tem em conta as zonas rurais e urbanas.

 

Os números têm por base medições através de satélite, modelos de transporte aéreo e estações de medição da poluição atmosférica em mais de 3.000 localidades, tanto rurais como urbanas, e o estudo foi desenvolvido pela OMS em colaboração com a Universidade de Bath, no Reino Unido. O relatório faz também uma avaliação do impacto da exposição ao ar poluído na saúde, tendo em conta dados do ano 2012.

 

A nível global, os autores concluem que três milhões de mortes anuais estão associadas à poluição atmosférica, nomeadamente doenças respiratórias agudas, doença pulmonar obstrutiva crónica, cancro do pulmão, doença isquémica do coração e acidente vascular cerebral.

 

Entre os países lusófonos, Angola é o país com mais mortes associadas à poluição atmosférica - 51 por cada 100 mil habitantes.

 

Quando comparado com os restantes países africanos, apenas sete têm uma taxa superior: Mali (60), Burkina Faso (58), Níger (57), Eritreia (56), e Benim, Chade e República Democrática do Congo (52).

 

A Guiné Equatorial apresenta uma taxa de 50 mortes associadas à poluição do ar exterior em cada 100 mil habitantes, a Guiné-Bissau 47, Cabo Verde 37, Timor Leste 31, São Tomé e Príncipe 26, Brasil 14 e Portugal sete.

 

Segundo o relatório, as partículas poluentes consistem numa mistura complexa de partículas sólidas e líquidas de substâncias orgânicas e inorgânicas em suspensão no ar.

 

A maioria dos seus componentes são sulfatos, nitratos, amónia, cloreto de sódio, negro de carbono e pó mineral, entre outros.

 

As partículas iguais ou menores do que 10 micrómetros de diâmetro são particularmente perigosas porque podem penetrar e instalar-se nos pulmões.

 

com Lusa

horadoplaneta às 11:01 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 21.01.16

Oceanos podem ter mais plástico do que peixe em 2050

Um novo estudo garante que todos os anos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar ao fundo dos oceanos e a tendência é de aumento. A economia perde 95% das embalagens que produz após primeira utilização.


 Foto: Epifânio Sarmento@ SAPO TL

 

Se a tendência não for invertida, em 2050, a quantidade de plástico nos oceanos deverá superar a de peixe, alerta um estudo divulgado na terça-feira pela Fundação Ellen MacArthur, em parceira com a consultoria McKinsey.

 

Estima-se que, atualmente, mais de 150 milhões de toneladas de plástico estejam a poluir os oceanos. De acordo com o estudo, em 2014, a proporção de toneladas de lixo para peixe era de um para cinco. Caso não se altere a tendência, em 2025, será de um para três.

 

Pelo menos 8 milhões de toneladas de plástico vão parar todos os anos aos oceanos, o mesmo que um camião de lixo por minuto, lê-se no relatório.

 

O estudo refere que a economia perde 95% das embalagens de plástico após a primeira utilização, num valor estimado de 80 a 120 mil milhões de dólares.

 

Para reverter o cenário, o estudo, propõe a criação de um novo sistema para reduzir o desperdício de plástico na natureza e um novo órgão independente que regule o setor.

 

O estudo refere que uma mudança exige a cooperação mundial entre empresas de bens de consumo, produtores de embalagens, empresas responsáveis pela recolhe de lixo, cidades, políticos e outras organizações.

 

com Lusa/AFP

horadoplaneta às 10:35 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 20.01.16

Mapa da NASA mostra os países mais poluídos do mundo

Imagens recentemente divulgadas pela agência espacial norte-americana, NASA, revelam quais os países mais poluídos do mundo e que áreas do globo aumentaram – ou reduziram – as suas emissões de gases com efeito de estufa nos últimos dez anos. 

 

Laranja e vermelho são as áreas poluídas

 

O mapa revela que, embora ainda estejam entre as áreas com o pior ar em todo o mundo, Estados Unidos, Europa Ocidental e Japão apresentaram melhorias entre 2005 e 2014 – provavelmente devido à recessão económica.

 

No continente europeu, a queda da poluição chegou a até 50%, avança o jornal Globo, como resultado da maior restrição sobre os poluentes. Nos Estados Unidos, embora as emissões tenham sido reduzidas globalmente, elas avançaram até 30% em alguns estados, como o Texas e a Carolina do Norte, onde há intensa produção de petróleo e gás natural.

 

Em países como China, Índia e parte do Oriente Médio, principalmente na região do golfo Pérsico, locais cujas economias e actividade industrial estão em expansão, a poluição aumentou.

 

As imagens da NASA mostram também um movimento interessante no norte chinês, onde estão as cidades mais industrializadas e a produção de energia se torna cada vez mais intensa. Enquanto a área, em geral, apresentou um aumento considerável da emissão de gases, Pequim, a capital do país, registou uma considerável redução.

 

Segundo o cientista Bryan Duncan, que lidera o estudo no centro de voo espacial Goddard, isso deve-se a uma maior pressão da crescente classe média de Pequim por um ar melhor – a metrópole é historicamente considerada uma das cidades mais poluídas do mundo.

 

No Brasil, os mapas mostram que o quadro geral se manteve similar, ainda longe dos altíssimos lançamentos de gases ocorridos nas regiões mais desenvolvidas do mundo – porém, centros tradicionalmente mais poluídos, como a Grande São Paulo, continuam com altos e preocupantes índices, semelhantes às de outras metrópoles globais.

 

Os mapas da agência espacial americana mostram também os efeitos da movimentação demográfica, como a ocorrida por causa da guerra civil na Síria: enquanto os índices de dióxido de carbono caíram consideravelmente no país, principalmente em cidades maiores como a capital Damasco e Aleppo, as emissões cresceram nos países da vizinhança que mais receberam refugiados sírios.

 

Desde 2004, a Nasa monitoriza as emissões em todo o planeta através de um instrumento instalado no seu satélite Aura. Entre elas, as de dióxido de nitrogénio, resultado da queima de combustíveis fósseis, principalmente por carros, pela produção de energia e pela actividade industrial.

 

com Green Savers

horadoplaneta às 12:20 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 10.12.15

Pequim levanta alerta vermelho devido à poluição após 48 horas

As autoridades de Pequim levantaram hoje aquele que foi o primeiro alerta vermelho por poluição que emitiram, 48 horas depois de medidas para controlar níveis de poluição inferiores aos de ocasiões anteriores.

 

Foto tirada no dia 08 de Dezembro em Pequim. EPA@ Rolex Dela Pena


O alerta terminou formalmente às 12:00 (hora local), mas já desde madrugada uma frente fria com ventos ligeiros levou o manto de névoa e de poluição que desde o fim de semana cobria a capital chinesa.

As autoridades chinesas anunciaram na segunda-feira que, pela primeira vez desde que se instaurou, em 2013, um sistema de alerta de quatro cores, a ativação do nível mais grave, o vermelho, a partir das 07:00 de terça-feira e até ao meio-dia de hoje.

Durante esse período, Pequim pôs em marcha medidas como a circulação dos automóveis privados de acordo com o último número da matrícula -- um dia pares, noutro ímpares -- ou a proibição de saída para a estrada de veículos pesados.

Além disso, também foram suspensas as obras e as fábricas reduziram ou pararam a produção, incluindo as de geração de energia, as siderurgias e as de cimento.

O pacote de medidas aliviou o habitual denso tráfego de Pequim, também reduzido pela recomendação às escolas primárias e secundárias para que suspendessem as aulas e ao pedido de empresas e instituições oficiais para que fossem permitidos horários flexíveis para os seus funcionários.

Apesar de a medida ter sido aplaudida por organizações como a Greenpeace e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que sublinhou que "as autoridades estão a levar a sério a qualidade do ar", alguns moradores em Pequim consideraram-na excessiva e demasiado prolongada.

Enquanto por estes dias os níveis de poluição rondaram picos de 400 microgramas por metro cúbico das partículas PM 2.5 -- as mais prejudiciais à saúde --, na semana passada, quando se ativou apenas o alerta laranja após vários dias da maior poluição de 2015 na capital, foram superados os 650 microgramas.

A OMS estabelece em 25 microgramas o máximo recomendado para que não prejudique a saúde.

 

com Lusa

horadoplaneta às 11:21 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Segunda-feira, 07.12.15

Pequim decreta pela primeira vez alerta vermelho devido à poluição

As autoridades de Pequim decretaram esta segunda-feira, pela primeira vez na história da cidade, um alerta vermelho devido à poluição, que está a enevoar toda a região e obrigou ao encerramento de vários serviços públicos e de escolas.


EPA@ How Hwee Young

 

Desde a manhã de segunda-feira que metade das viaturas privadas está proibida de circular na capital da China, enquanto 30 por cento da frota de carros oficiais permanece nas garagens, tendo sido proibido também o lançamento de fogo de artifício e a realização de churrascos.

 

Segundo o Gabinete de Proteção do Ambiente de Pequim, que publicou o decreto no seu próprio sítio na Internet, a partir de agora, as construções públicas vão parar, enquanto poucas serão as fábricas industriais que terão de implementar medidas para limitar o parar a produção.

 

"As pessoas devem fazer o melhor que podem para reduzir as atividades ao ar livre. Se está envolvido nessas atividades, deve utilizar uma máscara ou tomar medidas adequadas de proteção", lê-se no documento.

 

Jardins de infância, escolas primárias e secundárias foram aconselhadas a fecharem rapidamente as portas, acrescenta-se no decreto. O alerta vermelho deverá prolongar-se pelas próximas 72 horas e é o nível máximo numa escala de quatro.

 

Pequim nunca tinha decretado o alerta vermelho como resposta a um programa de emergência devido à poluição do ar, criado em 2013, mesmo apesar das frequentes situações graves de que a cidade é alvo.

 

O alerta vermelho de segunda-feira surge uma semana após a permanência do ar de uma nuvem cinzenta de poluição com grande concentração de PM2.5 - partículas microscópicas nocivas que se fixam em plenos pulmões se inaladas -, tendo atingido 634 microgramas por metro cúbico, segundo leituras da embaixada dos Estados Unidos em Pequim.

 

Segundo a organização Mundial de Saúde (OMS), o máximo de partículas de PM2.5 é de apenas 25 microgramas por metro cúbico.

 

A medida surge também numa altura em que decorre em Paris a Cimeira sobre o Clima (COP21), onde o presidente chinês, Xi Jinping, foi instado a criar políticas "verdes" para combater a emissão de gases poluentes.

 

Principal país poluidor no mundo, a China anunciou quarta-feira última a intenção de reduzir em 60% as emissões dos "principais poluentes" das suas fábricas de carvão até 2020, modernizando as estruturas.

 

com Lusa

horadoplaneta às 17:13 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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