Quarta-feira, 03.08.16

Japão doa 2,4 milhões de euros para vítimas da seca em Moçambique

O Governo do Japão vai doar 2,7 milhões de dólares (2,4 milhões de euros) para o apoio de emergência às vítimas da seca em Moçambique, anunciou em comunicado a embaixada nipónica em Maputo. 

 

 

Segundo a nota, a ajuda faz parte de uma verba de cinco milhões de dólares (4,4 milhões de euros) que o Japão vai entregar ao Programa Alimentar Mundial (PAM), para o auxílio às vítimas dos efeitos do fenómeno climático El Niño, na África Austral.

 

"Esta ajuda de emergência destina-se a fornecer alimentos e apoio nutricional para Moçambique, Malaui, Lesoto e Suazilândia, onde as necessidades humanitárias têm vindo a crescer, devido à seca causada pelo fenómeno El Niño", refere o comunicado.

 

Além de comprometer grande parte do primeiro período da época agrícola de 2016, a seca que afeta as províncias do centro e sul de Moçambique deixou 1,5 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar.

 

Para responder com eficácia às necessidades da população, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) está à procura de meios para a construção de infraestruturas mais resistentes e capazes de disponibilizar atempadamente informações para a rápida assistência das pessoas, num plano orçado em cerca de 400 milhões de dólares (355 milhões de euros) por ano.

 

A situação das pessoas afetadas pela seca em Moçambique levou o Governo a decretar em abril "alerta vermelho" para dinamizar as ações de assistência às populações.

 

Moçambique é sazonalmente atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral, mas o sul do país é afetado por secas prolongadas e que este ano atingem também as províncias da região centro.

 

Além de Moçambique, a seca afeta vários países da África Austral, tendo levado o Malaui, a Zâmbia e o Zimbabué a declararem o estado de emergência, devido à falta de alimentos.

 

A estiagem, que dura há mais de um ano, afeta ainda a maior potência da região, a África do Sul, que declarou esta seca como a pior dos últimos cem anos.

 

com Lusa

horadoplaneta às 23:13 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quinta-feira, 28.07.16

FAO pede 109 MD para ajudar 23 milhões de africanos afetados pela seca

A Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO) pediu, esta quinta-feira, pelo menos 109 milhões de dólares para ajudar 23 milhões de pessoas na África Austral, que se deparam com a pior seca dos últimos 35 anos. 

 

 

A semanas de começar a preparação da terra para a próxima época agrícola, a agência das Nações Unidas explicou em comunicado que este montante se destina a fornecer sementes, fertilizantes, equipamentos e outros bens e serviços aos pequenos agricultores e pecuaristas da região.

 

O objetivo, acrescentou, é que na próxima época agrícola consigam produzir alimentos suficientes para evitarem ficar dependentes da ajuda humanitária até meados de 2018.

 

"Os agricultores têm de conseguir plantar até outubro e, se não o conseguirem, teremos mais uma colheita reduzida em março de 2017, afetando severamente a segurança alimentar e nutricional e as vidas na região", alertou a organização no comunicado.

 

Dois anos consecutivos de seca, incluindo a pior dos últimos 35 anos, que se verificou este ano, deixaram quase 40 milhões de pessoas na região em risco de insegurança alimentar até ao início do próximo ano.

 

Todos os países estão afetados, mas seis Estados - Botsuana, Lesoto, Malaui, Namíbia, Suazilândia e Zimbabué - já declararam emergências nacionais devido à seca, enquanto a África do Sul declarou o estado de emergência em oito das suas nove províncias e Moçambique declarou um alerta vermelho de 90 dias em algumas zonas do sul e do centro do país.

 

Na terça-feira, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) declarou a seca um desastre regional e apelou à ajuda da comunidade internacional.

 

O apelo da SADC refere que são precisos 2,7 mil milhões de dólares para ajudar todos os setores da economia da região a recuperar da seca deste ano, dos quais ainda falta financiar 2,4 mil milhões de dólares.

 

Na ocasião, o presidente do Botsuana e, por inerência, da SADC, Seretse Khama Ian Khama, disse que as avaliações mais recentes "indicam que o número de pessoas em insegurança alimentar é de cerca de 40 milhões, o que representa cerca de 14% da população total" da comunidade.

 

Segundo o comunicado da FAO de hoje, o plano de resposta daquela agência da ONU cobre 10 países - Lesoto, Madagáscar, Maláui, Moçambique, Namíbia, África do Sul, Suazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabué - que pediram assistência específica.

 

"Os altos níveis de desemprego e o abrandamento do crescimento económico significam que a principal forma de as pessoas acederem à alimentação é através daquilo que elas próprias produzem. Ajudá-las a fazê-lo irá fornecer um apoio inestimável numa região onde pelo menos 70 por cento da população depende da agricultura para viver", disse o coordenador da FAO para a África austral, David Phiri, citado no comunicado da organização.

 

"Temos de retirar o máximo desta pequena janela de oportunidade e garantir que os agricultores estão prontos para plantar até outubro, quando começam as chuvas", acrescentou.

 

A seca atual deve-se ao impacto do fenómeno El Niño e os seus efeitos deverão atingir o nível máximo entre janeiro e março de 2017, estima a FAO.

 

Além dos danos na agricultura, que exacerbaram a malnutrição crónica na região, a seca matou mais de 640 mil cabeças de gado no Botsuana, Suazilândia, África do Sul, Namíbia e Zimbabué, devido a falta de pasto, falta de água ou surtos de doenças.

 

Teme-se que no final deste ano ocorra o contra fenómeno do El Niño, o La Niña, que deverá trazer chuvas abundantes, o que poderá ser positivo para a agricultura, mas também comporta o risco de de cheias, que poderiam destruir a produção e ameaçar o gado.

 

com Lusa

horadoplaneta às 15:14 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 20.04.16

Boom económico e populacional pode secar Ásia

O forte crescimento económico e populacional, associado às alterações climáticas, pode estimular a ocorrência de graves crises de água numa ampla área da Ásia, no ano de 2050. O alerta vem de um estudo recém-publicado por cientistas do Massachusetts Institute of Technology (MIT), citado pela Exame.


Foto: Jay Rommel Labra / EPA

 

O estudo utiliza modelagem detalhada para produzir o que os pesquisadores acreditam ser uma gama completa de cenários que envolvem a disponibilidade de água e de sua utilização no futuro.

 

No artigo, os cientistas concluem que há um “alto risco de stress hídrico severo” em grande parte daquele continente, onde mora metade da população mundial.

 

Através de simulações de cenários futuros, os pesquisadores estimam que os valores médios de crescimento projectado para os próximos 35 anos e a influência das mudanças climáticas atirariam 1000 milhões de pessoas a mais num cenário de escassez hídrica, em comparação aos dias de hoje.

 

“Não é apenas uma questão de mudança climática”, explica Adam Schlosser, pesquisador no Programa Conjunto do MIT de Ciência e Política da Mudança Global.

 

“Nós, simplesmente, não podemos ignorar que o crescimento económico e populacional pode ter uma influência muito forte na nossa procura por recursos e a forma como os gerimos. E o clima, associado a isso, pode levar a aumentos substanciais dessas tensões”, sublinha.

 

O estudo foi publicado na revista PLOS One.

 

Fonte: Green Savers

horadoplaneta às 23:09 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Quarta-feira, 13.04.16

Malaui declara estado de catástrofe natural devido à seca - Presidente

O Presidente do Malaui, Peter Mutharika, declarou hoje o estado de catástrofe natural no país devido à falta de alimentos, causada pela grave seca que atinge a África Austral há mais de um ano.

 

EPA@ Rungroj Yongrit


"Declaro o Malaui em estado de catástrofe natural depois dos prolongados períodos de seca, durante a época agrícola 2015-2016", indicou Mutharika, em comunicado.

Além do Malaui, Moçambique, Zâmbia e Zimbabué registam graves dificuldades no abastecimento de alimentos, enquanto a África do Sul declarou esta seca a pior em 100 anos.

"A diminuição da colheita prevista de milho é de cerca de 12% relativamente à produção do ano anterior. Mais pessoas terão dificuldade em conseguir alimentos e vão precisar de assistência humanitária ao longo de todo o ano 2016-2017", afirmou.

O Programa Alimentar Mundial (PAM) indicou prestar atualmente assistência a cerca de três milhões de pessoas no Malaui, onde 23 dos 28 distritos estão afetados.

"A situação é muito grave e pensamos que o pior ainda está para vir. Vai demorar muito tempo até que a situação melhore. Qualquer melhoria nos próximos meses será insignificante", disse David Orr, porta-voz do PAM para a África Austral.

No vizinho Zimbabué, 2,8 milhões de pessoas - mais de um quarto da população rural - não têm alimentos suficientes. O PAM fornece atualmente assistência a cerca de 730 mil pessoas.

com Lusa

horadoplaneta às 14:02 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos
Terça-feira, 28.07.15

Seca em Moçambique coloca mais de 135 mil pessoas em situação de insegurança alimentar

A seca que afeta o sul de Moçambique está a afetar 135.000 pessoas, que se encontram em situação de insegurança alimentar aguda, disse hoje à Lusa a porta-voz do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).


 

"Nós fizemos o levantamento e constatamos que a situação está mais crítica nas províncias de Gaza e Inhambane [sul do país], com 138 mil pessoas afetadas", disse Rita Almeida, à margem de uma reunião do Conselho Técnico de Emergência de Moçambique em Maputo.

 

Após um período de cheias, entre outubro e abril, Moçambique volta a ser afetado por calamidades, uma seca que está atingir as províncias do sul do país, colocando em causa a atividade agrícola, base de subsistência das populações nas zonas mais recônditas, onde vive a maior parte dos moçambicanos.

 

Segundo os dados oficiais apresentados durante a reunião, no geral, o setor agrário em Moçambique perdeu 171 mil hectares de culturas diversas, o correspondente a 3% da área semeada, do quais 2% foram destruídos pelas cheias durante o período chuvoso no centro e norte do país e 1% não estão a resistir à seca no sul de Moçambique.

 

"Há riscos de a seca afetar outras províncias e, por isso, registarmos também casos de insegurança alimentar nessas zonas", advertiu Rita Almeida, considerando, no entanto, que a ambição do Conselho Técnico de Emergência é melhorar a situação das famílias afetadas nos próximos dias.

 

Como forma de responder às necessidades das populações afetadas, de acordo com Rita Almeida, o Governo moçambicano está levar a cabo planos de assistência alimentar, com especial atenção para a província de Gaza, que precisa de mais 22 tanques de água, com capacidade de cinco mil litros, para as populações.

 

"Estamos a reforçar a província de Gaza com tanques de água, principalmente para os distritos de Chigubo e também de Chokwé, que vão abastecer as outras zonas", disse a porta-voz do INGC, assinalando que o INGC vai enviar, nos próximos dias, dez tanques para aquela província.

 

Só no distrito de Chigubo, o mais atingido até agora, mais de 2.500 famílias foram afetadas pela seca e cerca de 5.000 cabeças de gado foram dadas como perdidas.

 

@Lusa

horadoplaneta às 06:28 | link do post | comentar | Adicionar aos favoritos

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